Presidentes dos principais clubes brasileiros discutem agenda positiva

Os presidentes dos principais clubes brasileiros se reuniram com executivos da Rede Globo para comemorarem a parceria de uma agenda positiva para o nosso futebol.

O encontro aconteceu na Central Globo de Produção, no Rio de Janeiro. O projeto vai garantir ainda mais investimento da Globo na valorização do futebol brasileiro.

A expectativa é que o campeonato se fortaleça, tornando-se cada vez mais competitivo, com ampla divulgação e com times fortes. Apenas em 2012, serão investidos mais de 1 bilhão de reais em produção, tecnologia, treinamento de profissionais, num pacote decorrente da compra dos direitos de transmissão.

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Novela - Aquele Beijo


Cartagena, na Colômbia, foi o cenário escolhido para gravar as cenas dos primeiros capítulos de Aquele Beijo’, nova novela das sete, de Miguel Falabella, com direção de núcleo de Roberto Talma e direção geral de Cininha de Paula. A escolha do local foi por causa de sua característica romântica. “Em um primeiro momento pensamos na Argentina e no Chile, mas quando recebemos a dica de Cartagena das Índias, não restaram mais dúvidas. É uma cidade onde duas pessoas podem se apaixonar, perfeito para contar a nossa história”, diz a diretora, que ainda definiu o país como sendo um lugar mágico.


Aquele Beijo’ é uma comédia romântica com um olhar particular sobre a vida. É uma novela onde o humor impera, mesmo nos piores momentos dos personagens. É uma história alegre, que enxerga o ser humano com afeto, ainda que ele não seja perfeito. A trama de Miguel Falabella, com estreia prevista para o dia 17 de outubro, é uma viagem pelo subúrbio carioca, mostrando que a graça do mundo está, exatamente, nas diferenças. “Na vida, é preciso ter a capacidade de rir de nós mesmos”, define Falabella.

Nem mesmo o calor de 35ºC desanimou a equipe – que contou com cerca de 70 pessoas e mais de 600 figurantes da região - no balneário colombiano. As Muralhas, a baía de Cartagena, a Plaza Del Relojo, Iglesia San Pedro, Palacio de La Inquisicion, as ruas do centro histórico, Club Havana e Iglesia San Isidro foram alguns pontos turísticos que, durante 16 dias de gravações, serviram de locação para os atores Grazi Massafera, Giovanna Antonelli, Ricardo Pereira e o ator colombiano Manolo Cardona.

Na trama de Miguel Falabella, Cláudia (Giovanna Antonelli) e Vicente (Ricardo Pereira) embarcam para Cartagena sem saber que essa viagem poderá mudar suas vidas. Os dois estão com os corações partidos, mergulhados em problemas sentimentais e acabam se conhecendo ao acaso, na fila do aeroporto. Ela é uma designer que vai participar de uma feira de materiais para cozinha. Ele é advogado, que está indo assistir ao casamento daquela que ele achava ser o amor de sua vida, Lucena (Grazi Massafera).

Mas no meio do caminho... tinha um celular – ou seria o destino?

Cláudia namora Rubinho (Victor Pecoraro) há anos e sonha em se casar. Mas o rapaz não se decide e isso está abalando a relação do casal. Antes de embarcar, os dois estão ao telefone e, no momento crucial da conversa, quando ele diria, finalmente, o que ela tanto queria ouvir, a bateria do celular de Cláudia acaba. Isso seria um problema se ela não pedisse ajuda ao rapaz da fila, Vicente, que lhe empresta seu celular. Feita essa primeira aproximação, Cláudia e Vicente ainda encontrarão muitas coincidências pela frente.

 
 
Legenda 1: Claudia ( Giovanna Antonelli ) e Vicente ( Ricardo Pereira ) dançam no Clube Havana, em Cartagena - TV Globo / Estevam Avellar

Legenda 2: Juan (Manolo Cardona) Lucena (Grazi Massafera) se casam em Cartagena - TV Globo / Estevam Avellar


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Rock é tema do próximo Globo Universidade


No ar no mesmo dia em que a cidade do Rio de Janeiro recebe o Rock in Rio, o ‘Globo Cidadania’ do próximo sábado, dia 24, mergulha no universo musical com o ‘Globo Universidade’. O programa mostra o curso de Produtores e Músicos de Rock, oferecido pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). A repórter Lizandra Trindade entrevista o coordenador e idealizador do curso, o músico Frank Jorge, e acompanha, ainda, uma aula de produção musical em estúdio em Porto Alegre. O especial fala também sobre o futuro da carreira, destacando como os alunos se preparam também para gerenciar bandas e atuar em negócios do mercado da música.

No quadro “Mérito Acadêmico”, o professor João Paulo Sefrin apresenta seu estudo sobre a música popular. O bacharel em Música pela UFRGS explica como a música popular se liga a clássicos de Mozart. No “Fora de Série”, o programa acompanha o projeto Coletânea, disciplina em que os alunos aprendem a organizar um disco de coletânea – título que responde por mais de 60% dos lucros das gravadoras no Brasil - desde o início. Já no “Eu Amo Meu Trabalho”, Fernanda Pivato – formada pelo curso da Unisinos - conta sua experiência como produtora na área de agenciamento de bandas. O ‘Globo Universidade’ vai ao ar às 7h15, na Rede Globo.

Além desta reportagem especial confira as outras atrações do ‘Globo Cidadania’:

Globo Educação, às 06h05 – A edição deste sábado pergunta: “Qual a relação entre o Plano Nacional de Educação (PNE) e a vida cotidiana das escolas brasileiras?”. Para debater esta questão e entender como o governo traça linhas gerais e metas para orientar a área, a jornalista Helena Lara Resende relembra a história da educação no Brasil. O programa aborda ações do passado que podem influenciar nas escolhas do futuro da educação brasileira.

Globo Ciência, às 06h25 – O ‘Globo Ciência’ deste sábado desembarca na capital do Brasil para falar sobre o nascimento das ciências sociais. Com inspiração em Max Weber - considerado fundador da sociologia moderna - o programa mostra como surgiram e atuam sociólogos, antropólogos e cientistas políticos. Alunos do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília receberam do programa o desafio de explicar com exemplo prático uma afirmação na qual Weber dizia que, segundo as ciências sociais, um fato não poderia ser explicado apenas como uma relação de causa e efeito.

Globo Ecologia, às 06h50 – O ‘Globo Ecologia’ participa de uma expedição que busca vestígios de presença de homem primitivo na floresta amazônica. A expedição comandada por Carolina Levis e Charles Clement – especialistas do INPA em florestas antrópicas – partiu rumo a uma região localizada entre os rios Madeira e Purus - a um dia de viagem de Manaus. O pesquisador Milton Falcão também participa do programa.

Ação, às 07h40 – O programa continua viagem e segue pelo Rio Arapiuns. Nos arredores, o ecoturismo é posto em prática com base comunitária pelo projeto Saúde e Alegria. Partindo da cidade de Santarém, no Pará, barcos típicos da região promovem a interação entre visitantes e comunidades ribeirinhas. A parceria entre o projeto, as organizações comunitárias e agências de viagem já envolveu 15 comunidades em mais de 20 viagens, gerando mais de R$ 100 mil de receita para as mesmas.


Globo Cidadania’ - cinco programas e um compromisso: fazer diferença na vida das pessoas.



Legenda 1: Lizandra Trindade durante gravação na aula de Laboratório de Rock – Divulgação/ TV Globo

Legenda 2: Bastidores da gravação da abertura do programa, em estúdio da universidade – Divulgação/ TV Globo
 
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Rede Globo exibe os melhores momentos do Rock in Rio nos dias do festival

Os fãs da música poderão acompanhar os sete dias do Rock in Rio pela cobertura especial da Rede Globo. Durante o festival, nas madrugadas, haverá exibição de shows ao vivo e compactos com os melhores momentos. O horário de início da transmissão, com duração média de três horas por dia, varia de acordo com a programação. A apresentação ficará a cargo do jornalista Zeca Camargo. Bruno De Luca e André Marques comandarão entrevistas e flashes do local. Além disso, no domingo, dia 9 de outubro, a emissora vai exibir um compacto com os melhores momentos do festival.

O Rock in Rio será exibido nas sextas-feiras, dias 23 e 30, e nos sábados, dias 24 e 30, logo após o ‘Boletim Hipertensão’. Nos domingos, dias 25, 2 e 9, após ‘Hipertensão’. Na quinta-feira, dia 29, após o Jornal da Globo.

A transmissão do show tem direção de núcleo de J.B. de Oliveira,  direção geral de Carlos Magalhães e Mario Meirelles, direção de Carlo Millani, Roberto Naar e Alexandre Lannes.


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Super Final Stock Car - Rede Globo


A Rede Globo lança hoje, dia 19, o “Super Final Stock Car”, game online baseado na última etapa da maior categoria do automobilismo nacional. Nele, os jogadores poderão simular a disputa de três etapas da temporada, nos circuitos reais de Curitiba, São Paulo e Salvador.

O game é gratuito e pode ser acessado no site 


Os participantes podem competir em diferentes modalidades como: “Corrida Rápida”, prova randômica disputada nas pistas;  “Treino”, que testa as habilidades do jogador antes das corridas; e, por fim, “Campeonato”, onde cada volta vale pontos para o perfil que o internauta pode montar durante o jogo.

No “Super Final Stock Car”, o jogador poderá acompanhar ainda seu desempenho e fazer comparativos com seus amigos e outros jogadores por meio de um ranking disponível na página do game na internet.

Este é o segundo jogo da Rede Globo baseado em esportes. O primeiro é o ‘GameFutebol’ que permite ao público simular jogadas com os seus clubes favoritos, dentre os times do Campeonato Brasileiro, em cinco modalidades: pênalti, falta, escanteio, drible e “de primeira” e já está sendo jogado por mais de um milhão de pessoas.


Legenda: Imagem da tela de abertura do game - Divulgação/ TV GLOBO
 

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Exposição “60 anos da Telenovela Brasileira”

Na manhã desta sexta-feira, dia 16, foi inaugurada a exposição “60 anos da Telenovela Brasileira”, uma iniciativa da emissora em conjunto com a Pró-TV (Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira), entidade que tem por objetivo preservar a memória da televisão nacional.

No evento de abertura estiveram presentes nomes da teledramaturgia brasileira, entre eles Eva Wilma, Ana Lúcia Torre, Fabio Assunção, Marisa Orth, Leopoldo Pacheco, Tato e Cassio Gabus Mendes. Além dos autores Walter Negrão, Benedito Ruy Barbosa, Thelma Guedes e Duca Rachid. O evento foi comandado pelo ator Otaviano Costa. O diretor-geral da TV Globo, Octávio Florisbal, ressaltou em seu discurso a importância de um projeto como este. “É fundamental relembrar a história e resgatar o nosso acervo. São 60 anos de uma das maiores manifestações culturais do país. Fico feliz em dizer que esta exposição é um primeiro passo da nossa parceria com a Pró-TV”.

Na sequência a presidente da Pró-TV, Vida Alves, fez um discurso sobre sua história na televisão, muito emocionada, agradeceu a presença de todos e fez uma analogia da história da telenovela com um campo de flores: “ Que a Globo, esse roseiral imenso, perfume o Brasil inteiro. E eu vou ajudar a espalhar essa história para todos os cantos com a nossa exposição”, concluiu.

Logo após a cerimônia houve a apresentação do coral formado pelos colaboradores da TV Globo que cantaram trilhas inesquecíveis como ‘Teletema’, ‘O Bem Amado’, ‘Roque Santeiro’, ‘Maria Solidária’, ‘Sandália de Prata’ e ‘Dancin Days’.

A exposição presta uma homenagem aos profissionais que contribuíram para construir a história da teledramaturgia brasileira. O local escolhido foi a entrada do Edifício Jornalista Roberto Marinho, sede da emissora em São Paulo. Lá foram montados painéis com fotos que ilustram cronologicamente a trajetória das novelas brasileiras, as primeiras produções, os personagens inesquecíveis, tramas e trilhas que marcaram época como ‘O Cafona’, ‘Irmãos Coragem’, ‘Mulheres de Areia’, ‘Dancin Days’, ‘Roque Santeiro’, entre tantos outros. Objetos de época, como aparelhos de televisão de diferentes décadas, do tubo em branco e preto até modelos mais atuais, também compõem o espaço. A exposição traz ainda uma seção dedicada à figurinos, dentre eles, Viúva Porcina, Sinhá Moça, além de sucessos mais recentes como Victor Valentim, da nova versão de  Ti-Ti-Ti; Clô, de Passione; Maia e Raj, de Caminho das Índias.  

A exposição ficará montada durante um mês na sede da TV Globo em SP  para visitação de colaboradores e convidados. Depois desse período viajará pelas emissoras regionais e afiliadas da Rede Globo.


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Envie perguntas sobre a ciência dos filmes que vemos no cinema

Será que a realidade está ficando cada vez mais próxima da ficção? Você também pode enviar sugestões de filmes de ficção científica para o ‘Espaço Aberto Ciência e Tecnologia’.

Eles podem nos transportar para uma galáxia distante, revelar os segredos dos mais sofisticados robôs e até trazer temíveis dinossauros de volta à vida. Mas, será que aos olhos da ciência, as cenas mais fantásticas do cinema podem ser explicadas? O biólogo e neurocientista do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Stevens Rehen, vai nos conduzir numa viagem por filmes como Blade Runner, Cisne Negro, Planeta dos Macacos para discutir temas como robótica, esquizofrenia, neurogênese e muitos outros.

Será que a realidade está ficando cada vez mais próxima da ficção? Mande uma pergunta sobre a ciência dos filmes que vemos no cinema para o Espaço Aberto Ciência e Tecnologia. Participe, por exemplo, dizendo o que você acha das viagens no tempo de “De volta para o futuro” ou os super poderes dos “X-Men”. Você pode enviar também sugestões de filmes para o entrevistado do programa analisar. Faça o programa com a gente! 

Novela: A Vida da Gente

 
Família. O termo foi criado na Roma antiga e, através do latim, entrou para a língua portuguesa no século XVI. Hoje, um único significado para a palavra é praticamente impossível. Para alguns, valem os laços sanguíneos. Para outros, as conexões e afetividades que nos sustentam.

Em “A Vida da Gente”, Lícia Manzo mostra um panorama das configurações familiares contemporâneas, que há muito extrapolaram a definição do dicionário. “Quis trazer para o centro da ficção o que estamos vivendo e experimentando hoje, em novos desenhos das relações familiares e humanas”, adianta a autora. Com direção de núcleo e geral de Jayme Monjardim e direção geral de Fabrício Mamberti, a nova novela das seis tem estreia marcada para o dia 26 de setembro. “É uma novela com muita emoção, simples e que traz à tona situações e experiências que podem acontecer com qualquer um”, completa Jayme Monjardim.

Resumo da Ópera
 
Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael Cardoso), nascidos e crescidos em Porto Alegre, conviveram como irmãos postiços durante boa parte da infância e adolescência, desde que Eva (Ana Beatriz Nogueira), mãe dela, e Jonas (Paulo Betti), pai dele, se casaram. Hoje, no auge da juventude, hormônios à flor da pele, descobrem-se apaixonados, ao mesmo tempo em que, por ironia do destino, seus pais iniciam um violento e litigioso processo de separação. 

Montéquios & Capuletos
 
Romeu e Julieta modernos, apartados pelo ódio entre as famílias, Rodrigo e Ana são obrigados a um término precoce e devastador para ambos. Com rebeldia típica dos jovens, tentam manter o romance em segredo, mas Jonas e Eva, agora separados, jogam sujo, interceptando emails, telefonemas, e conspirando para a dissolução do namoro que, por fim, acaba morrendo.

Porém, um mês depois, Ana (Fernanda Vasconcellos), em pânico, descobre-se grávida depois do único encontro que teve com seu amor proibido. Eva, dominadora, não se conforma: além do inconveniente de a filha adolescente estar grávida do ex-enteado, cujo pai Eva (Ana Beatriz Nogueira) agora odeia, um possível neto ameaçaria o sustento de toda a família, já que Ana (Fernanda Vasconcellos) – tenista promissora, com títulos e troféus – é contratada por uma poderosa empresa de artigos esportivos para representar a imagem publicitária de juventude, disciplina e saúde.  

Ana cede então à chantagem da mãe, pensando também na irmã Manuela (Marjorie Estiano), jovem levemente manca, gauche e sensível. No plano engendrado por Eva (Ana Beatriz Nogueira) para livrá-las da difícil situação, farão uma viagem – período suficiente para a gestação e o nascimento do bebê – voltando em seguida. A bebê, Júlia (Jesuela Moro), suposta nova irmãzinha de Manuela e Júlia, será apresentada como filha de um caso fortuito de Eva no exterior.

Ana (Fernanda Vasconcellos) retoma a carreira de tenista, preocupada com o sustento da filha/irmã, e volta a treinar.

Fugindo do Inferno
 
Os conflitos entre Ana e a mãe se acirram e as discordâncias sobre a criação de Júlia (Jesuela Moro) são cada vez maiores. Autocentrada, Eva matricula a criança em uma creche de período integral. Afinal ‘já se sacrificou com muitas noites em claro por conta de filho’. Exasperadas com a tirania da mãe, Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) – mais que irmãs, amigas como jamais se viu – decidem procurar a avó, a doce Iná (Nicette Bruno), em Gramado, onde pretendem se estabelecer e criar Júlia.

Do Fundo do Lago
 
Na calada da noite, Ana e Manu pegam um carro e partem em segredo, levando a pequena Júlia. Ao volante, Manu, passa sobre um buraco na pista, o carro capota e... afunda num lago, do qual ela rapidamente emerge, trazendo Júlia (Jesuela Moro) nos braços. Já Ana (Fernanda Vasconcellos), retirada de lá algum tempo depois, entra num coma profundo e, segundo os médicos, irreversível.

A Bela Adormecida
 
À beira da cama da amada desacordada, Rodrigo (Rafael Cardoso), arrasado, confessa seu amor. A cena destrói o coração de Manu (Marjorie Estiano) que, num ímpeto, revela ao rapaz toda a verdade: Júlia (Jesuela Moro) é, na verdade, filha dele com Ana (Fernanda Vasconcellos). A descoberta tem, para Rodrigo, o sabor de um renascimento. E ele promete à inconsciente Ana resgatar e cuidar para sempre da filha dos dois.

Toma que o Filho é Meu
 
Movido pela paixão, Rodrigo entra na justiça e, após o teste de DNA, consegue a guarda de Júlia, deixando Eva judicialmente encrencada. Revoltada com a filha por tê-la denunciado ao ex-enteado e agora genro, Eva expulsa Manu de casa.

Na casa de Rodrigo, a situação não é diferente: Jonas (Paulo Betti), pai autoritário – empenhado em fazer do filho seu sucessor nos negócios da família – o ameaça: ou o rapaz desiste de desgraçar a própria vida, atrapalhando estudos e a carreira para assumir sozinho, antes dos vinte anos, a paternidade de uma criança – ‘e ainda por cima filha de quem é!’ – ou o faça longe dali!


Juventude Roubada

Rodrigo (Rafael Cardoso) sai de casa desarvorado, sem dinheiro ou perspectiva profissional, levando consigo a filha pequena. Sem saber o que fazer, ou aonde ir com a criança, busca refúgio na casa da avó de Manu (Marjorie Estiano), em Gramado.

Vivendo com vó Iná (Nicette Bruno), íntegra e trabalhadeira, Rodrigo (Rafael Cardoso) e Manu (Marjorie Estiano) dividem os cuidados com Júlia (Jesuela Moro). É duro terem a juventude, os estudos, as festinhas subitamente roubados. Mas o bom coração de ambos fala mais alto e, guiados pelo amor comum à irmã/amada, prosseguem compartilhando cada dificuldade e cada pequena alegria, lutando para dar a Júlia (Jesuela Moro) o que Ana certamente lhe daria, se não estivesse inerte sobre a cama.

Papai & Mamãe

O tempo passa, o quadro de Ana (Fernanda Vasconcellos) parece irreversível. Júlia (Jesuela Moro) se desenvolve, com irresistíveis sorrisos e gracinhas. Mais do que ampará-los, Iná (Nicette Bruno) dá força para que Manu (Marjorie Estiano) invista num relacionamento com Rodrigo (Rafael Cardoso).

De fato, do apoio mútuo entre Rodrigo e Manu, em meio a tanto desespero, nasce um forte sentimento, diferente da paixão entre homem e mulher, porém próximo do mais nobre amor possível entre um e outro. Em uma noite encantadora em família, Júlia (Jesuela Moro) dá seus primeiros passos e chama os dois de ‘papai’ e ‘mamãe’. E então... Rodrigo e Manu se beijam.

Quatro Anos Depois
 
A história salta quatro anos e encontramos Júlia (Jesuela Moro) crescida, alegre e seguramente amparada pelos ‘pais’, Rodrigo (Rafael Cardoso) e Manu (Marjorie Estiano), que, agora casados, conseguiram prosperar. Associada a Maria (Neusa Borges) – antiga empregada de Eva (Ana Beatriz Nogueira), que criou as filhas da patroa com zelo e amor incomuns – Manu (Marjorie Estiano) abriu um pequeno e bem sucedido negócio de doces e bolos para festas. Rodrigo (Rafael Cardoso) faz a contabilidade e os contatos da pequena empresa, formou-se arquiteto, como tanto desejava, e hoje estagia num escritório. Tudo parece caminhar a contento, até que uma
reviravolta muda o rumo dos acontecimentos...

Tempo de Despertar

O telefone toca no pequeno apartamento de Eva (Ana Beatriz Nogueira), em um bairro residencial de Porto Alegre, anunciando o supostamente impossível: após quatro anos incomunicável em sua vida vegetativa, Ana (Fernanda Vasconcellos) acaba de despertar.

No hospital, diante da filha renascida, que ignora a passagem do tempo e implora a presença de Júlia e Rodrigo – seu único e verdadeiro amor –, Eva é impiedosa. Vinga-se de Manuela e ‘envenena’ Ana com sua versão dos fatos. Diz que Manu apropriou-se da vida da irmã assim que ela entrou em coma, tomando para si o namorado e a filha de Ana. Confusa e incrédula, Ana recusa-se a crer no relato da mãe e pede a seu médico, Dr. Lúcio (Thiago Lacerda), que traga a irmã até o hospital.

Minha Vida sem Mim
 
Diante de Júlia (Jesuela Moro), Rodrigo (Rafael Cardoso) e Manu (que, destroçada, confirma o que Eva contara à irmã), Ana (Fernanda Vasconcellos) experimenta sentimentos ambivalentes: alegria por reencontrar a filha feliz e saudável; gratidão à irmã pelos cuidados com a menina; o sufocado e proibido amor por Rodrigo; ciúme e cobiça por uma vida que deveria ter sido a sua; ternura ao ver a irmã deficiente, outrora rejeitada, casada e aparentemente feliz; mágoa por ter sido tão fácil e simplesmente substituída.

Numa conversa a sós com Ana, Manu (sentindo-se culpada pelo acidente que subtraiu quatro anos da vida da irmã e, principalmente, por ter tomado o lugar que lhe pertencia) propõe abertamente sair de cena, pois reconhece o amor que ainda une Ana e Rodrigo. Ana, porém, igualmente culpada em roubar da irmã deficiente (a vida inteira relegada por Eva) a família estável e feliz que amorosamente construiu para si, tranquiliza Manu (Marjorie Estiano): o que houve entre ela e Rodrigo é passado. E está interessada em Lúcio (Thiago Lacerda), seu médico, com quem descobriu ter muitas afinidades.

Mas Manuela não se convence e, diante disso, Ana inicia um namoro com Lúcio, na intenção de ‘liberar’ a irmã. Manu (Marjorie Estiano) retoma então sua vida com Rodrigo (Rafael Cardoso), que também não sabe como administrar seu amor por Ana (Fernanda Vasconcellos). Algum tempo se passa e, numa das ‘visitas’ de Ana a Júlia, a paixão fala mais forte e...

Beijo de Amor
           
No quintal da casa, Rodrigo (Rafael Cardoso) e Ana (Fernanda Vasconcellos) conversam a sós pela primeira vez em quatro anos. Acabam de pôr Júlia para dormir, Manu (Marjorie Estiano) está no trabalho, e Ana sente-se frustrada pela difícil comunicação com a menina, incapaz de compreender que ‘aquela é sua mãe’. Rodrigo tenta consolá-la, mas, diante dos olhos marejados da amada, ele instintivamente a abraça. O abraço terno e fraternal os conduz a uma atração incontrolável. Um ‘eu te amo’ escapa, culpado, confuso, da boca de um e de outro, e eles se beijam, ávidos, apaixonados. De volta do trabalho, Manu quase flagra a cena, mas os dois se recompõem a tempo.

No portão de casa, acompanhando Ana até o táxi, Rodrigo implora que se encontrem a sós novamente. Afinal, precisam conversar...

Traição
 
Ana (Fernanda Vasconcellos) finalmente cede aos apelos insistentes de Rodrigo (Rafael Cardoso) e o recebe em casa. Mas, ao entrar no prédio de Ana, ele é flagrado em segredo por Eva (Ana Beatriz Nogueira), que continua rondando a vida da filha. Maliciosa, Eva liga para Manu (Marjorie Estiano), instruindo-a a seguir imediatamente para a casa da irmã.

Dentro de casa, entre soluços, Rodrigo e Ana não sabem como resolver a difícil equação: magoar Manu seria insuportável para ambos; ao mesmo tempo, reconhecem a força do sentimento que ainda existe entre eles. Tomados de culpa, amor, desespero, eles se abraçam, se beijam, despedem-se e, um minuto depois, beijam-se de novo. A paixão fala mais alto... Mas Manu entra pela porta dos fundos e, incrédula e chocada, flagra a cena...

A Partida
 
Sentindo-se mortalmente traída, Manu (Marjorie Estiano) separa-se de Rodrigo (Rafael Cardoso) e deixa a casa. Indiferente aos pedidos de perdão de Ana (Fernanda Vasconcellos), embarca para outro estado e se emprega numa doceria.

Embora arrasado pela dor causada à Manu, Rodrigo acredita que não há como fugir à verdade, e pede a Ana que dê tempo ao tempo: aos poucos tudo será assimilado e eles poderão viver juntos, como sempre desejaram.

Mas a partida de Manu tem um efeito devastador sobre Júlia. Sua ‘mamãe’ lhe foi subitamente tirada, e agora querem lhe empurrar uma estranha. A cada nova visita, Júlia (Jesuela Moro)
rejeita Ana abertamente, em crises de birra, febre, cólicas, deixando Rodrigo e Ana perplexos, impotentes, e ainda mais culpados.
 
Desesperada, Ana se decide: se disser sim ao pedido de casamento que Lúcio (Thiago Lacerda) recentemente lhe fez, poderá certamente trazer a irmã de volta. Assim, Ana (Fernanda Vasconcellos) marca casamento com Lúcio e, algum tempo depois, Manu (Marjorie Estiano), preocupada com o estado emocional de Júlia, retorna à cidade. 

Menina Bola
 
Ao dizer sim a Lúcio no altar, Ana (Fernanda Vasconcellos) sabe estar dizendo não à verdade e a seu próprio coração. Mas, mais que isso, dói em seu peito a ausência da irmã.

Mesmo sem retomar o casamento com Rodrigo, Manuela aceita viver com Júlia. Afinal, a menina tem nela sua referência materna. Júlia apelida a si mesma de ‘menina-bola’, pois agora vive quicando entre três lares, alternando finais de semana nas casas de Manu, de seu pai e de Ana, sua mãe biológica.  

A presença de Júlia na vida do casal recém-formado é especialmente benéfica para Lúcio (Thiago Lacerda), que estéril, não pôde realizar o sonho de ser pai e passa a dedicar atenção especial à menina.

Os encontros entre todas as ‘mães’ e ‘pais’ de Júlia (Ana, Manu, Rodrigo e, agora, Lúcio) são raros e esporádicos: aniversários, um ou outro evento escolar. Ainda assim, em cada uma dessas ocasiões, a tensão entre eles é visível: Ana e Rodrigo constrangidos; as irmãs trocam palavras formais e obrigatórias; Manu e o ex-marido desconfortáveis um diante do outro. E é justamente aproveitando uma dessas ocasiões que Ana tenta quebrar o gelo com a irmã...

Amor & Ódio
 
Mas Manu (Marjorie Estiano) é dura, franca e direta: prefere que sigam deste modo, afastadas. Ana (Fernanda Vasconcellos) destruiu sua confiança: negava o que sentia por Rodrigo (Rafael Cardoso) enquanto mantinha um caso secreto com ele. E agora pretende destruir a boa-fé de Lúcio (Thiago Lacerda), usando-o para expiar sua culpa! Ana mal reconhece a irmã amorosa com quem sempre tivera uma aliança inquebrantável: juntas, as duas suportaram a tirania de Eva (Ana Beatriz Nogueira). Graças ao apoio mútuo, sentiram-se amparadas, mesmo em meio à indiferença e narcisismo maternos. E agora, como se de súbito o amor revelasse sua outra face, o ódio de Manu contamina Ana, que devolve furiosa cada acusação: na verdade, desde menina, Manu (Marjorie Estiano) fora apaixonada por Rodrigo (Rafael Cardoso), só que nunca tivera coragem de confessar!  Quem é ela, então, para lhe cobrar a verdade? Na primeira oportunidade, mesmo com Ana à beira da morte, tratou de tomar seu lugar sem a menor sombra de culpa!  

Atraída pelos gritos, Júlia (Jesuela Moro) entra, flagrando o litígio entre suas ‘mães’. Manu pega a menina no colo e, antes de sair, sussurra ao pé do ouvido da irmã: ‘Se é em nome da minha felicidade que você está investindo na mentira desse seu casamento, eu te peço... libera o teu marido. O Lucio é um cara bacana, que não merece ser usado por alguém como você!’

Exílio
 
Abalada pelas palavras da irmã, Ana decide romper o casamento com Lúcio (Thiago Lacerda), que fica arrasado. Em pouco mais de um ano de relação, além de sinceramente apaixonado por Ana, Lúcio foi capaz de construir um forte vínculo com Júlia, de quem agora se vê obrigado a se separar. 

Ante o desalento de Lúcio, Ana rememora: seu despertar, ao invés de alegria, trouxe dor a todos. Sua filha teve o lar desfeito; sua irmã perdeu o marido; e Lúcio, a quem tanto preza, também foi ferido por seu egoísmo.

Presa ao passado e à paixão por Rodrigo (Rafael Cardoso), Ana tenta liberar a todos e a si mesma: aceita voltar ao esporte como técnica de uma tenista promissora em outro estado. Acha melhor que haja pouco ou nenhum contato, e limita-se a enviar de lá, todo mês, um cheque para sustentar a filha.

Inconformado, Lúcio (Thiago Lacerda) busca consolo nas visitas regulares à pequena Júlia: mais que uma ex-enteada, é a referência de ‘filha’ que sempre lhe faltara...

Tramas Paralelas
 
Vitória e Marcos
 
A rígida treinadora de Ana (Fernanda Vasconcellos) nas quadras de tênis, Vitória (Gisele Fróes), é respeitada e temida. Obstinada, não mede esforços para conseguir o que quer. Deixou a pobreza no passado e hoje devota sua vida ao trabalho, dedicando aos filhos e ao casamento de 10 anos cada vez menos atenção. Vive a inversão moderna da mulher que trabalha fora enquanto o marido, Marcos (Ângelo Antônio), se ocupa da casa e das filhas – Sofia (Alice Wegmann) e Bárbara (Pietra Pan). Mas a equação, prática e conveniente para a fálica Vitória e o sensível Marcos, logo começará a apresentar problemas.

Na pracinha, na natação, na escola, Marcos é o único pai entre mães diligentes e atentas. Suas amigas – bonitas, femininas e maravilhadas com um pai tão participativo – se interpõem entre ele e Vitória. Em especial, a doce Dora (Mallu Gali), mãe de Olívia (Anna Rita Cerqueira), colega de Sofia.

Diminuído pela projeção profissional da esposa, em contraponto ao próprio fracasso (graduado em Direito, Marcos já tentou três vezes o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, sem sucesso), ele busca em Dora cumplicidade e admiração.

O Segredo de Vitória
 
A verdade é que, sob o verniz de perfeição, Vitória tem um segredo enterrado há anos, que agora volta a assombrá-la. O nome do segredo é Alice (Sthefany Brito), que procura a escola de tênis mantida por Vitória (mesmo com sua evidente inabilidade para o esporte). Ali, Alice e Ana (Fernanda Vasconcellos) se conhecem e tornam-se amigas. Porém, o desinteresse de Alice pelo tênis fica cada vez mais evidente, levando Ana a questionar: por que investir tempo e dinheiro, se Alice sabe não ter vocação para o esporte? Alice revela então seu segredo: ao vasculhar em sigilo os documentos de sua adoção (seus pais de criação nunca lhe ocultaram que foi adotada), encontrou o nome da mãe biológica: Vitória Azevedo Prates, grávida aos 19, que deu em adoção uma menina branca, nascida no dia de seu aniversário.

A revelação desconcerta Ana: então Vitória, tão rígida e supostamente perfeita, ocultava semelhante detalhe de seu passado! Alice implora à Ana que guarde segredo sobre sua real identidade: um dia, quando tiver reunido coragem, com certeza irá confrontar Vitória.

Confronto
 
Quando a verdadeira identidade de Alice vem à tona, causa um cataclismo entre os envolvidos: Vitória, a princípio, propõe à filha recém-descoberta manterem a relação em sigilo. Jamais disse ao marido ou aos filhos que ela existia, e é natural que agora eles não a compreendam ou aceitem. Diante da proposta ultrajante, Alice (Sthefany Brito) afasta-se de Vitória (Gisele Fróes).

Alice
 
Após o confronto com Vitória, Alice segue incansável na busca de suas origens e pressiona a mãe para encontrar seu pai biológico. Vitória rebate, cruel: ‘Ok, se eu sou sua referência negativa; quero ver a qualificação que você dará a seu pai.’ E entrega à Alice o nome: Renato Nogueira Martins (Luiz Carlos Vasconcellos). 

O périplo de Alice à procura do pai resulta em frustração. Anos depois, porém, ela recebe um e-mail de Renato. Ex-alcóolatra, há cinco anos em recuperação, Renato hoje é um homem sóbrio e equilibrado, porém com sérias dificuldades de reinserção social.

O encontro de Alice com Renato, longe de decepcioná-la, encherá a jovem de entusiasmo: ele é afetuoso e sensível. As afinidades entre os dois são muitas: gostam das mesmas músicas, dos mesmos filmes, das mesmas comidas etc. Emocionada, Alice promete ajudar o pai...

Jonas e Lourenço
 
Após separar-se de Eva (Ana Beatriz Nogueira), Jonas Macedo – pai de Rodrigo – assume a relação que mantinha em sigilo com Cris (Regiane Alves), sua escultural personal trainer (a descoberta do affair, aliás, foi o motivo principal do litígio entre Eva e Jonas). Alpinista social, a jovem agarra com unhas e dentes a oportunidade de livrar-se das ‘vacas magras’ e tornar-se a Sra. Macedo. Jonas (Paulo Betti), em típica crise de meia-idade, submete-se aos caprichos da jovem, inclusive ao praticamente impossível projeto de dar-lhe um filho. Esperta, Cris (Regiane Alves) sabe que uma criança é garantia de permanência na seleta família, e também de uma eterna e gorda parte do dinheiro do marido. O problema é que Jonas, após enviuvar da mãe de Rodrigo (Rafael Cardoso) e Nanda (Maria Eduarda), sua filha mais velha, submeteu-se a uma vasectomia.

Mas Cris insiste, manipula, chantageia: ser mãe é o projeto de sua vida, do qual não abre mão! Sem alternativa, Jonas concorda em procurar uma clínica de fertilização e recorrer a um banco de sêmen.

Ciúme
           
Diante do vasto ’cardápio’ de doadores oferecidos pela clínica de fertilização, Cris se deslumbra: são médicos, engenheiros, analistas de sistema, de cabelos loiros, olhos verdes; um metro e oitenta de altura, esportistas, intelectuais. Para Cris isso parece muito chique, mas Jonas é taxativo: jamais permitirá que sua mulher carregue o filho de um daqueles homens!

Privada do direito de ser mãe, sente-se amputada do próprio desejo de ser mulher. Uma coisa é ligada à outra, etc. No desespero de brecar a arenga infernal da mulher, Jonas decide recorrer à sua solução de sempre: dinheiro. Assim, resolve procurar Lourenço (Leonardo Medeiros), seu irmão pobre e ‘fracassado’, com uma proposta que, segundo ele, resolverá a vida de ambos.

Lourenço e Celina
 
Casados há 10 anos, Lourenço (Leonardo Medeiros) e Celina (Leona Cavalli) não têm filhos. Lourenço alega que antes precisa publicar seu livro (que tenta escrever há anos). Celina, entretanto, prestes a completar 40 anos, relógio biológico ‘apitando’, cobra que o marido entregue o livro de uma vez, para que possam finalmente encomendar o filho que ela tanto deseja.

Irmão mais novo de Jonas, Lourenço sempre foi a ‘ovelha negra’ dos Macedo. Ao contrário de Jonas, que sempre manifestou sua vocação para ganhar dinheiro, ele sustenta-se com o parco salário de professor universitário enquanto aguarda a chance de ter um livro publicado.  

A insólita proposta de Jonas – comprar por alto preço o sêmen do irmão para dar um filho à amada – cai como uma bomba no casamento de Lourenço. Celina sequer aceita ouvir o assunto. Íntegro e sensível, Lourenço reconhece os argumentos dela, mas, no íntimo, balança diante da quantia, suficiente para que ele se dedique à literatura.

Relógio Biológico
 
Recém-separada, aos 37 anos, Celina (Leona Cavalli) sabe que lhe resta pouco tempo: protelou a maternidade aguardando Lourenço (Leonardo Medeiros). Mas agora, ao assistir o marido prosperando justamente por dar um filho a outra mulher, resolve ir à forra, buscando com outro homem o bebê que Lourenço lhe sonegara. 

Com ela, acompanhamos o périplo da mulher urbana contemporânea que, perto dos 40 anos, deseja filhos, mas está solteira. Celina frequenta bares, futebol, sinuca e demais ambientes masculinos, na tentativa desesperada de vencer a batalha contra o tempo. Ansiosa e afoita, afugenta potenciais namorados, disparando, aos cinco minutos do primeiro tempo, a pergunta fatal: ‘Você pensa em ter filhos?’

Nanda
 
Instável, indisciplinada, impulsiva, Nanda (Maria Eduarda), irmã mais velha de Rodrigo (Rafael Cardoso), orgulha-se em ser uma pedra no sapato do pai sempre ausente. Irreverente, cética, detratora de valores como família, amor, casamento, tem prazer em afrontar Jonas (Paulo Betti).

De inteligência fina e língua extraordinariamente afiada, Nanda ironiza Cris e ri sonoramente das tentativas da nova madrasta em parecer fina, culta ou bem-nascida. Quando Cris (Regiane Alves) finalmente engravida, Nanda sai de casa: decide viver uma temporada no exterior. É lá que conhece o músico Lui (Marat Descartes).

Nanda e Francisco
 
Instável financeiramente e pouco responsável, Lui (Marat Descartes) é pai de Francisco (Victor Navega Motta). Certinho, cdf e ‘adulto’ a seu modo, Francisco tentará compensar a pouca estrutura que o cerca cuidando de Lui como se fosse responsável por ele. Mas não se entende com Nanda (Maria Eduarda): ela, uma criança grande; ele, um adulto em miniatura. Porém, o destino prega uma peça na dupla, após a morte inesperada de Lui. Responsável e centrado, Francisco fará Nanda amadurecer, ao mesmo tempo em que, com ela, reaprenderá a ser menino...

Mestras de Forno e Fogão
 
Desde menina rejeitada por Eva (Ana Beatriz Nogueira), sentindo-se estranha em sua própria casa, Manu (Marjorie Estiano) esgueirava-se para a cozinha, onde aprendeu com Maria (Neusa Borges) os truques e segredos de seu festejado talento culinário. Na cozinha, o fato de ser ligeiramente manca não a prejudicava. Ao contrário, sentindo-se valorizada por Maria, aplicou-se à culinária com tamanho empenho que, aos 12 anos, já cozinhava feito gente grande. 

Financiadas por seu Laudelino e ‘empresariadas’ por Rodrigo, Maria e Manu abrem o ‘Sabores da Juju’ – homenagem à pequena Júlia. O talento e a dedicação das duas fará o negócio
prosperar, mudando de vez a vida de todos. 

Iná

De alma grande e gigantesco coração, Iná (Nicette Bruno) teve Eva aos 21 anos. Solar, libertária, ao ser abandonada pelo namorado, decidiu criar sozinha a filha, o que fez sem grandes luxos, porém com dignidade. Há anos, namora Seu Laudelino (Stênio Garcia), marceneiro de mão cheia e pão-duro de dedos cerrados. Segundo Iná, um homem maravilhoso, porém com um pequeno defeito: a sovinice.

Mulher de fibra, empreendedora e alegre, decidiu então promover um Baile da Terceira Idade, que lhe garante uma renda modesta, mas confortável, e muita alegria

Mesmo contra a vontade de Eva, com quem não tem uma boa relação, Iná sempre manteve contato com as netas, fosse por meio de correspondência, telefonemas ou rápidas visitas ao colégio e à pracinha. É por conta desse afeto cultivado ao longo dos anos que Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano), ao fugirem com a pequena Júlia (Jesuela Moro), vão buscar abrigo com a avó. 

Doutor Lúcio
 
Médico responsável pelo caso de Ana (Fernanda Vasconcellos) após o trágico acidente, Lúcio (Thiago Lacerda) é um profissional devotado. Perdeu a esposa querida para um câncer incurável. À época, por ser estéril, Lúcio e a mulher sonhavam em adotar uma criança, mas a viuvez precoce destruiu seu sonho de uma vida feliz em família. Hoje, ainda vivendo o luto desta perda, é um profissional obcecado, capaz de dar a vida pelos pacientes. Generoso e altruísta, desenvolve um trabalho social importante. Conheceu Ana quando a tenista foi até a ONG que coordena disposta a participar do projeto social. A moça, porém, nunca mais apareceu. Depois do acidente, ele se recorda do encontro com a moça e passa a acompanhar o seu quadro clínico e a fazer parte da vida íntima daquela família.

A PRODUÇÃO

O início das gravações

Ao todo foram mais de 30 dias de viagem, entre Mato Grosso do Sul, Argentina e Rio Grande do Sul. O ponto de partida para as gravações de “A Vida da Gente” foi em Bonito (MS), onde Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso gravaram toda a sequência do primeiro capítulo, quando os personagens admitem que estão apaixonados. “Gravamos cenas subaquáticas em um lago com águas cristalinas. Ficou incrível”, conta o diretor-geral Fabrício Mamberti.

Em outro extremo, em Ushuaia, na Patagônia Argentina, foi o segundo destino da equipe. Durante uma semana, Ana Beatriz Nogueira e Fernanda Vasconcellos gravaram em lugares como o “Trem Del Fim Del Mundo”, nos parques, bosques e lagos da região conhecida como “o fim do mundo”. “Ushuaia define bem o exílio em que a personagem Ana (Fernanda Vasconcellos) está passando naquele momento da trama”, descreve o diretor-geral Fabrício Mamberti. As locações serviram como cenário para a fase em que a personagem Ana (Fernanda Vasconcellos) passa uma temporada fora do Brasil com a mãe, Eva (Ana Beatriz Nogueira). A tenista viaja para Ushuaia quando descobre, no auge de sua carreira, que está grávida de Rodrigo (Rafael Cardoso). “As cenas em Ushuaia foram muito fortes e emocionantes. É o momento da gravidez da personagem”, antecipa Fernanda Vasconcellos.

Logo em seguida, Fernanda e Ana encontraram-se com Gisele Fróes na capital argentina. Em Buenos Aires, durante quatro dias, as atrizes gravaram em San Telmo, Puerto Madero, Caminito, entre outros lugares. “Buenos Aires é um lugar belíssimo, com uma grande tradição no tênis. Aproveitamos para explorar ainda a elegância da capital com belas cenas de tango”, adianta Fabrício.

O último destino foi o sul do Brasil, onde a equipe e parte do elenco passaram quase duas semanas gravando. Embora a família dos principais personagens seja de São Paulo, é em Porto Alegre e Gramado que a trama se passa. No local, Fernanda Vasconcellos, Nicette Bruno, Sthefany Brito, Rafael Cardoso e Marjorie Estiano gravaram em locais como a Casa de Cultura Mario Quintana, o Mercado Público, o Cais do Porto, o Parque Moinho de Ventos, entre outros cartões postais.

Algumas gravações em Porto Alegre chegaram a movimentar cerca de 70 pessoas, entre elenco, equipe e figuração. No Cais do Porto, as cenas foram a bordo do tradicional barco Cisne Branco, que navegou pelo Rio Guaíba com os personagens Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo
(Rafael Cardoso).

Em Gramado, as gravações foram realizadas nos principais pontos turísticos da cidade, como a Rua Borges de Medeiros e a Igreja da Matriz. Na trama, Gramado é a cidade onde mora a doce Iná (Nicette Bruno), avó de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano). “Registramos especialmente a elegância e a arquitetura do lugar”, conta Fabrício.

A reta final das viagens foi em Canela, cidade vizinha a Gramado. Lá, a direção explorou as belezas naturais, em cenas no Parque da Ferradura com os atores Rafael Cardoso e Fernanda Vasconcellos. Nesta sequência, do primeiro capítulo, os jovens se encontram sozinhos durante uma excursão do colégio. Entre rusgas, implicâncias e alguns elogios, acontece o primeiro beijo.

O museu “Castelinho Caracol”, também em Canela, serviu como cenário para cenas de Iná (Nicette Bruno) e Laudelino (Stênio Garcia). No local, há um famoso “Apfel struddel”, assado até hoje em um fogão alemão de 1915. Para uma das cenas, a produção de arte ostentou na mesa de chá o tal doce junto com biscoitos ao leite, frutas secas, broas de amendoim, geléias e waffles.

Caracterização

O cotidiano, simples e corriqueiro, é a fonte de inspiração para a caracterização de todos os personagens de ‘A Vida da Gente’. O supervisor, Luis Ferreira, apostou em tons leves, que dessem apenas uma nuance de saúde. “Por ser uma novela urbana e bem realista, o objetivo é parecer sem maquiagem. Como no dia a dia mesmo”, descreve.

Para seguir este conceito, a equipe precisou trabalhar com alguns truques, especialmente na viagem para Ushuaia, quando os atores ficaram expostos ao frio e ao vento. “Para que a pele não ficasse logo com o efeito ressecado, pincelamos vaselina depois da maquiagem pronta. Conseguimos um efeito bem natural”, conta.

A passagem de tempo da novela, de quatro anos, também demandou outros cuidados para a equipe de caracterização. “Foram mudanças sutis, mas que precisam ser percebidas para dar veracidade à história”, acredita Luiz. Para colocar em prática estas “transformações”, a equipe apostou nos detalhes. Para a primeira fase, por exemplo, as atrizes Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano usarão pouquíssima sombra, o que confere um ar mais jovial. A personagem de Manu terá quase sempre o cabelo preso, diferente da segunda etapa, quando ganhará uma franja repicada e algumas ondas no final do cabelo.

Enquanto as mudanças de Ana e Manu são bem sutis, a transformação de Cris (Regiane Alves) será radical. No caso desta personagem, a equipe de caracterização marcará não apenas a passagem de tempo, mas também uma variação de estilo. A personagem começa loira, bronzeada e com o cabelo comprido. Depois de um tempo do casamento com Jonas (Paulo Betti), corta o cabelo no ombro e pinta em tom mel. “No final, vai optar por um corte channel repicado”,
adianta.

A mesma preocupação em marcar as duas fases da novela se deu com o elenco masculino. Quando começa a namorar Ana (Fernanda Vasconcellos), Rodrigo (Rafael Cardoso) está sem nenhuma barba e com o cabelo bem curto, o que intensifica a jovialidade do personagem. Já Jonas (Paulo Betti) começa com o tom de cabelo escuro e ganha alguns fios brancos nos côncavos com o passar dos anos. “Esta dualidade foi pensada para todos os personagens, mesmo que seja muito sutil”, completa.

Figurino

O mesmo conceito de simplicidade permeou as peças do figurino de ‘A Vida da Gente’. “Não teremos nada que pareça produção de moda. São roupas do dia a dia”, descreve o figurinista Paulo Lois.

Para montar o guarda-roupa da novela, a equipe garimpou em lojas do Rio, Buenos Aires, São Paulo e Porto Alegre. Diversas jaquetas de couro, que compõe o traje da personagem Vitória (Gisele Fróes) vieram da capital argentina. Já a maioria dos casacos de invernos foi comprada em Porto Alegre. E, para que as roupas perdessem o aspecto de novas, Paulo usou a técnica da lavagem com chá. “Isto ajuda a dar vivência”, explica.

Mesmo sendo o inverno a estação que marca a estreia da trama, a palheta de cores do figurino é bem colorida e clara. “Evitamos o preto e os tons muito escuros. É uma novela leve, solar”, justifica.

A personagem Ana (Fernanda Vasconcellos) tem ainda outra particularidade. Sempre usará uma peça ou acessório vermelho, para marcar a presença da tenista em cena. Já a treinadora Vitória (Gisele Fróes) abusará de elementos que transmitam a ideia de dureza, uma das características marcantes da personagem.

A passagem de tempo da novela, assim como na caracterização, marcará diferenças sutis, com exceção de alguns personagens, como Manu (Marjorie Estiano) e Cris (Regiane Alves).

Na segunda fase, a irmã de Ana (Fernanda Vasconcellos) vai passar por uma grande transformação também no figurino. Ao invés das roupas sobrepostas, sempre com cores neutras, ela passará a usar peças mais leves, que valorizem sua beleza. “Logo no início, a Manu (Marjorie Estiano) procura se esconder através das roupas. Por isso a mudança fica tão evidente depois”, acredita Paulo.

Já Cris (Regiane Alves) terá um “passo a passo” de mudança de visual, que contará com a ajuda de uma personal stylist na trama. Depois do casamento com Jonas (Paulo Betti), ela vai mudando a forma de vestir aos poucos, até seguir um estilo mais discreto e sóbrio. “Será uma transformação radical”, avisa Paulo. 

Cenografia

A cidade cenográfica de ‘A Vida da Gente’ já foi projetada para ser dividida entre Porto Alegre e Gramado, onde a trama é ambientada. Na maior parte – dois terços – com 85 mil m2, a equipe de cenografia construiu Porto Alegre, mais especificamente uma área comercial inspirada no bairro Moinhos de Vento.

Diversos ambientes foram projetados com interior para dar ainda mais veracidade às cenas, entre eles um restaurante orgânico, uma cafeteria, o bar Sem Juízo, uma igreja, uma concessionária de automóveis, entre outros. “O grande desafio foi idealizar duas cidades com características tão distintas e que não podem parecer que estão no mesmo espaço físico”, conta um dos cenógrafos, Tadeu Catharino.

Para Gramado, a equipe priorizou a arquitetura européia do local, assim como um paisagismo bem típico, com heras, trepadeiras e hortênsias, com uma mistura de plantas naturais e artificiais. O piso desta parte da cidade é quase todo de pedra, exatamente como a Gramado real.

“Também usamos os postes e relógios de madeiras que existem por lá”, conta Tadeu. Assim como na parte de Porto Alegre, o interior de diversos ambientes foi desenvolvido, como o salão de dança, a oficina, o bufê da Juju, uma loja de souvenir, entre outros. “Tudo foi feito de forma bem naturalista, respeitando as principais características urbanas de cada local”, completa Tadeu.

A simplicidade e realismo são a base para os quase 70 ambientes que foram projetados em estúdio para a novela. A ideia, segundo a cenógrafa Erika Lovisi, é passar a noção de cotidiano, além de explorar algumas características dos personagens em cada cenário. “A casa da Vitória (Gisele Fróes), por exemplo, transpõe uma certa frieza. Já a da Iná (Nicette Bruno) tem uma
vivência amorosa”, exemplifica.

Além da cidade cenográfica, uma quadra de tênis foi construída na Central Globo de Produção especialmente para a novela, assim como parte da arquibancada. O tamanho é o mesmo de uma quadra real de saibro (23,77 m de comprimento e 8,23m de largura). Parte da figuração e os cenários dos estádios serão inseridos ao redor da quadra virtualmente.

Para a realização deste trabalho, a equipe de efeitos visuais da novela, coordenada por Jorge Banda, fotografou diferentes tipos de estádio e modelou as imagens em 3D. A finalização é feita em uma máquina de composição, para que as imagens reais se unam às virtuais.

Produção de Arte

O principal objetivo da equipe de produção de arte de ‘A Vida da Gente’ foi dar vivência aos objetos de cena da novela. Para o núcleo de Gramado, por exemplo, nenhum item foi direto da loja para o cenário. “Tudo o que compramos foi mexido de forma artesanal. E mandamos fazer muita coisa também, especialmente roupa de cama”, conta Lara Tausz.

Já para os personagens de Porto Alegre, a equipe produziu peças mais urbanas, mas não menos “humanizadas”. “A palavra de ordem é vivência. Todos os objetos precisam contar uma história, mesmo que o telespectador não saiba”, descreve.

A única exceção ficou por conta do núcleo de Jonas (Paulo Betti) e Cris (Regiane Alves). Para o casal da ficção, Lara comprou tudo o que há de mais contemporâneo. “Eles representam o exagero do consumo. É tudo novo, mas falta o afeto, que compõe fundamentalmente uma
família. Este contraponto foi proposital”, diz.

A equipe de produção de arte de ‘A Vida da Gente’ também ficou responsável por indicar os profissionais que orientaram o elenco em seus laboratórios. A atriz Fernanda Vasconcellos, por exemplo, teve o acompanhamento de uma professora de tênis durante mais de quatro meses. A atriz aprendeu a coreografar as partidas que serão gravadas para a trama. Já Marjorie Estiano e Neusa Borges, que estarão a frente do Juju Bufê da novela,  aprenderam como é o dia a dia de uma doceira na casa de uma profissional.

A home da TV Globo desenvolveu uma revista eletrônica, com fotos e informações sobre os bastidores de A Vida da Gente. São curiosidades sobre o figurino, a caracterização e produção de arte de diversos personagens. Para saber mais detalhes, acesse o link:  http://especial.revista.redeglobo.globo.com/a_vida_da_gente

Entrevista com o diretor de núcleo Jayme Monjardim

Jayme Monjardim já contabiliza quase 30 anos como diretor de novelas. E, durante estas quase três décadas, viajou praticamente o mundo inteiro atrás de belas imagens para compor as obras que dirigiu. Em ‘A Vida da Gente’ não é diferente. Jayme procurou os melhores ângulos, os takes mais distintos e as imagens mais incríveis para dar vida à  nova novela das 18h.

Jayme estreou na televisão com “Braço de Ferro” (1983) exibida pela Bandeirantes. Logo em seguida, já na Rede Globo, o diretor esteve à frente de ‘Amor com Amor se Paga’ (1984), ‘Partido Alto’ (1984), ‘Corpo a Corpo’ (1985), ‘Roque Santeiro’ (1985), ‘Sinhá Moça’ (1986) e ‘Direito de Amar’ (1987).

Na Rede Manchete, em 1989, Jayme dirigiu ‘Kananga do Japão’, ‘Pantanal’ (1990) e ‘Ana Raio e Zé Trovão’ (1990). Em 1999, voltou para a Rede Globo para dirigir ‘Chiquinha Gonzaga’ (1999). Entre seus últimos trabalhos estão: as minisséries ‘Maysa – Quando fala o coração’ (2009), ‘A Casa das Sete Mulheres’ (2003) e as novelas ‘Páginas da Vida’ (2006), ‘América’ (2005), ‘O Clone’ (2001), ‘Terra Nostra’ (1999), entre outras. Em 2004, Jayme Monjardim
dirigiu o longa-metragem ‘Olga’.

‘A Vida da Gente’ é sua primeira parceria com a Lícia Manzo. Como é a relação de vocês?
Jayme Monjardim: Estou adorando a parceria. O texto da Licia traz muita verdade para as cenas. Trocamos experiências, sensações e opiniões sobre tudo o que envolve a novela. Nos falamos todos os dias. Acho que a palavra "casamento" define bem uma relação saudável entre autor e diretor.  

O que o público pode esperar de ‘A Vida da Gente’?
Jayme Monjardim: É uma novela com muita emoção, simples e que traz à tona situações e experiências que podem acontecer com qualquer um. É uma crônica muito bem feita sobre as relações humanas.

O elenco tem muitos atores desconhecidos do grande público. Por quê?
Jayme Monjardim: Sempre acho importante revelar novos talentos ao grande público. Isso é uma constante nos meus trabalhos.
 
Antes de começar a gravar no Rio de Janeiro, a novela teve locações internacionais diferentes como Ushuaia, também conhecida como “fim do mundo”.  Como surgiu a ideia de gravar lá?  
Jayme Monjardim: Não escolhemos a cidade apenas pela beleza, mas também pela importância dramática para a história. Era importante encontrar uma locação que imprimisse o isolamento e a fragilidade que a personagem Ana (Fernanda Vasconcellos) está passando naquele momento da história.

A equipe da novela também gravou em Buenos Aires, Porto Alegre, Gramado e Canela. Foi uma sugestão sua? Por que?
Jayme Monjardim:  Escolhemos o sul do país como uma proposta de local mais tradicional, o que seria importante para a história. O tênis, esporte que a Ana (Fernanda Vasconcellos) pratica, também é muito comum no sul. 

Qual foi o maior desafio dessas gravações externas?
Jayme Monjardim: O maior desafio foi driblar a previsão do tempo para gravar sempre com dias lindos de sol. No inverno isso não é tão fácil, mas era fundamental para a história ter uma fotografia colorida. ‘A Vida da Gente’ é uma novela solar.

“A Vida da Gente’ será ambientada em Porto Alegre e Gramado. Existe a ideia de mostrar os costumes gaúchos? 
Jayme Monjardim: Não é esta a intenção. A família dos principais personagens é de São Paulo, mas a trama se passa no sul do país. É uma novela sem sotaque. Tem uma linguagem brasileira.

Qual foi o maior desafio de construir uma cidade cenográfica que é “dividida” em dois (Porto Alegre e Gramado)?
Jayme Monjardim: O maior desafio ficou a cargo da cenografia, para projetar ambientes que não parecessem falsos e soluções criativas para dividir o espaço em duas locações bem distintas.

Como está a trilha sonora da novela?
Jayme Monjardim: A ideia é ter uma trilha nostálgica, com músicas que marcaram época. Para a abertura teremos a canção "Oração ao tempo", do Caetano Veloso. A Maria Gadú vai regravar especialmente para a novela.

Entrevista com a autora Lícia Manzo

Lícia Manzo estreou como autora aos 15 anos, assinando o primeiro texto encenado pelo Grupo Além da Lua, fundado por ela e vencedor do Prêmio Molière como o melhor grupo de teatro para crianças, em 1984.  Há 14 anos na TV Globo, escreveu para os humorísticos ‘Sai de Baixo’, ‘
Retrato Falado, ‘A Diarista’, entre outros, e foi redatora final do seriado ‘Tudo Novo de Novo’, com direção geral de Denise Saraceni, em 2009. 

Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio, publicou o ensaio biográfico “Era uma vez: eu - a não-ficção na obra de Clarice Lispector”, indicado para o Prêmio Jabuti, em 2003.  Autora do sucesso “A História de Nós 2” (indicado para o Prêmio Shell na categoria melhor texto),  assina ainda o texto do espetáculo “Aquela Outra”, com direção de Clarice Niskier, e estreia prevista para novembro, no Rio de Janeiro.  

O que significa escrever pra você?
Lícia Manzo: Escrever é uma maneira de compreender o mundo. De alquimizar o que se vive, de projetar e misturar experiências de vida. É algo realmente íntimo para mim. Eu me interesso por gente. Gosto de relações humanas, de pensar sobre isso. Por isso quis chamar a novela de ‘A Vida da Gente’.

Como você definiria o seu estilo?
Lícia Manzo: Tenho um gosto pelo que é humano, pelo bastidor, pelo o que se passa no íntimo de cada um. Um gosto pelo privado.

Como surgiu a ideia da novela?
Lícia Manzo: É difícil definir. Ano passado tive a notícia de que duas pessoas que haviam trabalhado comigo entraram em coma. Talvez pensando nessas pessoas, tenha sido capturada pelo tema. O coma tem um caráter emblemático, parece estacionado na fina fronteira entre a morte e a vida. E eu diria que o coma (ou a volta do coma, e reencontrar sua vida seguindo sem você), é o eixo central da novela... Em volta deste eixo, procurei construir uma espécie de ‘crônica’ das relações familiares atuais. São situações de família em trânsito. Não a família como uma noção estática. Famílias que se decompõem e se recompõem, buscando encontrar um novo equilíbrio a partir do afeto. Personagens ‘novos’, ou que estamos começando a conhecer e experimentar agora em sociedade: mulheres provedoras; homens domésticos; crianças terceirizadas; recasamentos; sexualidade na terceira idade; pais adotivos; pais biológicos; reprodução assistida, enfim...

Em seu ensaio biográfico sobre a escritora Clarice Lispector (‘Era uma vez: eu – a não-ficção na obra de Clarice Lispector’/Ed. UFJF/2003) você afirma que Clarice compôs uma espécie de relato ‘autobiográfico’ através de sua ficção.  Você diria que isso acontece com suas histórias também?
Lícia Manzo: Eu diria sim, que costumo beber da minha fonte. Ou, como diria Tolstoi ‘para ser universal, fale da sua aldeia’...  E minha aldeia mais profunda é a aldeia familiar. Extraio muita coisa daí. Acredito mesmo que o que você esconde em seu íntimo, muitas vezes o que você não confessa aos outros, algo que te envergonha, nossas pequenas inabilidades ou fracassos, tudo isso é ouro na sua ficção. ‘A História de Nós Dois’, texto meu em cartaz há dois anos e meio, tem muito a ver, por exemplo, com minha experiência como mãe, mulher e profissional, e com a
dificuldade de lidar com estas três “funções” ao mesmo tempo...

Como você define a novela?
Lícia Manzo: O escopo da novela é a família que, há tão pouco tempo, se pensarmos historicamente, há pouco mais de 50 anos, era algo rígido, imutável: um pai, uma mãe, filhos, um cachorro... Há muito pouco tempo era um tabu romper essa estrutura. E hoje o que temos: lares desfeitos e refeitos, crianças de diferentes sobrenomes convivendo debaixo do mesmo teto, mães e pais solteiros, enfim, mil formas de configuração familiar possíveis... E quis trazer para o centro da ficção o que estamos experimentando hoje... Penso que, quando falta a tradição, é o amor que legitima todos os laços...

É uma novela tradicional?
Lícia Manzo: Inteiramente. Embora aborde novas configurações em família, a novela segue uma  estrutura tradicional, clássica, sem nenhuma pretensão de inovar coisa alguma. Ao contrário. Nela pago um tributo a tudo o que me formou e a que assisti a vida inteira. ‘A Vida da Gente’ é um melodrama tradicional.

O que é família pra você?
Lícia Manzo: Família é o teu mapa. A conexão que te funda e te sustenta no mundo. É algo fundador de quem você é. Porém, para além dos laços sanguíneos, penso que o que prevalece são as verdadeiras trocas estabelecidas com quem te enxerga, te percebe, te acolhe, te respeita. Isso é família para mim.

Você participou da escolha do elenco?
Lícia Manzo: Claro, e felizmente foi um processo bastante harmônico. O Jayme (Monjardim) trouxe opções muito boas e o que eu sugeri ele também gostou, enfim, chegamos ao elenco que a gente queria.

Como é a parceria com o Jayme. Você já o conhecia?
Lícia Manzo: Conhecia e admirava o seu trabalho, naturalmente. E ao conhecê-lo agora pessoalmente, pude entender a razão do sucesso de tudo o que faz. Além de gentil e democrático, trabalha com paixão e entrega totais. É um esteta, um poeta das imagens, com muita sensibilidade no trabalho com os atores, enfim. Agradeço todos os dias a novela ter ido parar nas mãos dele. 

PERFIL DOS PERSONAGENS

Ana Fonseca (Fernanda Vasconcellos) – Filha de Eva; enteada de Jonas. ‘Uma menina de ouro’, desde sempre comprometeu-se com a irmã deficiente, meio rejeitada pela mãe. Linda, foi precoce nos esportes. Disciplinada, hoje tem uma carreira promissora como tenista, mas, modesta e simples, não se deslumbra com a própria fama. Foi criada com esmero por Eva, que a exibe como um troféu, gerenciando sua vida e carreira. Pressionada pela expectativa materna, questiona-se ainda mais com o nascimento de Júlia: terá sido o tênis, afinal, escolha sua?  Assim, no turbilhão emocional de sua vida, Ana passa a perder seguidamente nas quadras. Contrariada, a rígida treinadora Vitória (Gisele Fróes) cobra-lhe desempenho, o que a torna mais vacilante e ansiosa. Porém, corajosa, Ana decide assumir a filha Júlia (Jesuela Moro) e tomar as rédeas de seu destino, quando, inesperadamente, sofre o grave acidente que quase lhe custa a vida.   
           
Rodrigo Macedo (Rafael Cardoso) - Filho de Jonas (Paulo Betti), perdeu a mãe logo cedo e cresceu sozinho e tímido, compensando nos livros a falta de orientação sobre a vida. O pai casou-se com Eva (Ana Beatriz Nogueira), madrasta não propriamente carinhosa, mas que lhe trouxe um grande benefício: a filha Ana. Admirando-se mutuamente, os dois jovens logo se tornaram inseparáveis. Com o passar dos anos e a efervescência dos hormônios, porém, têm de se distanciar. Num passeio ecológico, entretanto, baixam as defesas e os dois se beijam,
apaixonados. Desse encontro nasce Júlia.

Manuela Fonseca (Marjorie Estiano) – Filha de Eva (Ana Beatriz Nogueira) e irmã mais velha de Ana (Fernanda Vasconcellos). Rejeitada pela mãe, Manu (Marjorie Estiano) cresceu à sombra da irmã talentosa e ‘perfeita’, sua única amiga e confidente. Tímida, gauche e sensível, tornou-se invisível em casa e na escola, mas sente-se amparada por Maria (Neusa Borges), a fiel empregada da família, que sempre estimulou seu talento para a culinária. Após o acidente que deixa a irmã em coma, assume a responsabilidade por Júlia (Jesuela Moro) e, tempos depois, uma relação com Rodrigo (Rafael Cardoso).

Lúcio (Thiago Lacerda) – Médico e futuro marido de Ana (Fernanda Vasconcellos). É um profissional dedicado, ético e íntegro. Atende os clientes com tempo, calma e atenção. Constrói vínculos com os pacientes e acredita que a afetividade é indispensável em qualquer processo de cura. Perdeu a esposa para um câncer incurável, e amarga a culpa de não a salvar. Estéril, não pôde realizar o sonho de ter filhos em seu casamento e é, por escolha e temperamento, um solitário (motivo do desgosto de médicas e funcionárias do hospital, inconformadas em ver sozinho um homem tão atraente). Mas a paixão por Ana e o amor a Júlia lhe descortinam uma nova vida. Generoso e abnegado, coordena uma ONG de atendimento a crianças com
dificuldades motoras.

Eva Fonseca (Ana Beatriz Nogueira) – Mãe de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano). Filha de Iná (Nicette Bruno). Ex-esposa de Jonas (Paulo Betti). Ardilosa e manipuladora, vive assombrada pela pobreza e humilhação do passado. Ainda menina, prometeu a si própria jamais precisar enfrentar aquilo novamente. Defende abertamente que ‘os fins justificam os meios’ e assim encobre seu caráter duvidoso. Ao descobrir que Ana era um prodígio no tênis, um tesouro capaz de reerguê-la socialmente, nem mesmo o casamento com Jonas a faz perder de vista a carreira e o sucesso da filha. Por isso, fortemente abalada pelo coma de Ana, visitará a menina, dia após dia, durante quatro anos. Com o ‘despertar’ da filha, voltará a mostrar sua face controladora. 

Jonas Macedo (Paulo Betti) – Pai de Rodrigo (Rafael Cardoso) e Nanda (Maria Eduarda). Ex-marido de Eva (Ana Beatriz Nogueira). Acha que o dinheiro resolve tudo, e assim procura compensar sua ausência na vida dos filhos. Ao perceber a aptidão de Rodrigo para os estudos, se empenha em fazer dele seu sucessor na empresa. No início da trama, troca Eva – então já quase cinquentona – por Cris (Regiane Alves) do mesmo modo que costuma trocar de carros todo ano.

Júlia (Jesuela Moro) – Inicialmente suposta irmã de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano), e filha de Eva (Ana Beatriz Nogueira). Ao descobrir que Júlia é sua filha, Rodrigo passa a criá-la com Manuela (Marjorie Estiano). Doce e amorosa, Júlia revela fortetemperamento quando Ana desperta e surge como sua verdadeira ‘mãe’. Revolta-se abertamente em luta pela permanência de Manuela ao lado dela e do pai.

Cris (Regiane Alves) – Ex-personal trainer e agora Sra. Jonas Macedo. Alpinista social, Cris passa rapidamente de funcionária a patroa na mansão dos Macedo. Tendo vivido sempre na dureza, após o casamento vira uma consumista furiosa, para desagrado de Nanda (Maria Eduarda), filha mais velha de Jonas.

Nanda (Maria Eduarda) – Irmã mais velha de Rodrigo (Rafael Cardoso). Filha de Jonas (Paulo Betti). Rebelde e sem rumo, Nanda também foi criada praticamente sozinha. Acostumou-se a suprir a ausência do pai com a gorda mesada que recebia. Embora não se desse bem com Eva (Ana Beatriz Nogueira) – sua madrasta por anos – chega a sentir falta da ‘falecida’ depois do casamento de seu pai com Cris (Regiane Alves). Na segunda fase da novela, envolve-se com Lui (Marat Descartes), músico da noite, bom sujeito sem tostão, mas com um filho, Francisco, de 10 anos, que virou um mini-adulto para compensar a imaturidade ameaçadora do pai.

Lui (Marat Descartes) – Músico, financeiramente instável, algo caótico, costuma acompanhar cantores da noite em bares ou restaurantes. Vez ou outra, a encomenda de um jingle lhe dá folga no final do mês. Desencanado e alto astral, encontra em Nanda (Maria Eduarda) uma companheira igualmente imatura, pouco responsável ou afeita a convenções. Apesar de afetuoso com Francisco (Victor Navega Motta), não possui a mais remota ideia das reais necessidades de uma criança.

Francisco (Victor Navega Motta) – Inteligente, precoce, tímido e reservado. Embora não seja um menino problemático, decididamente não se comporta como criança. Contrasta com o pai para compensar faltas e excessos. Ainda assim é amoroso, mas não se permite externar
sentimentos.

Lourenço (Leonardo Medeiros)  – Irmão de Jonas (Paulo Betti). Tio de Rodrigo (Rafael Cardoso) e Nanda (Maria Eduarda). Casado com Celina (Leona Cavalli). Inteligente e sensível, vive precariamente do salário de professor e é um escritor frustrado, que não conseguiu levar sua carreira literária adiante após o primeiro livro. Ama a esposa, mas, ano após ano, recusa-se a dar-lhe um filho, pois sabe que uma criança tolheria ainda mais sua liberdade. Assim, protela indefinidamente a paternidade, para desencanto de Celina, cujo maior sonho é tornar-se mãe. Quando ele aceita o dinheiro de Jonas pela ‘doação’ de sêmen, seu casamento explode.

Celina (Leona Cavalli)  – Esposa de Lourenço (Leonardo Medeiros), pediatra na UTI neonatal do hospital em que Lúcio (Thiago Lacerda) trabalha. Amiga de Dora (Mallu Gali). Prática e inteligente, estrutura a vida caótica de Lourenço (que desaba após ser abandonado por ela). Louca para ser mãe, percorre a saga da mulher que, perto dos 40, busca um parceiro que lhe dê um filho.

Tiago (Caique Crescente) – Filho de Cris e Jonas (com sêmen de Lourenço).  Carente, inseguro, vive entregue aos cuidados de sua babá, Lorena (Júlia Almeida). De banho tomado e cheiroso, é levado para um ‘beijinho de boa noite na mamãe’, em geral de saída para um programa noturno. Instável, tímido, manhoso, começa a apresentar problemas emocionais.

Lorena (Júlia Almeida) – Neta de Laudelino (Stênio Garcia) . Esforçada, honesta, bom coração. Formada em enfermagem, procura colocação em sua área. Torna-se uma boa amiga de Manu (Marjorie Estiano) quando esta chega à casa de Iná (Nicette Bruno) com Júlia (Jesuela Moro) ainda bebê. Conhece Matias – filho de Maria e jardineiro dos Macedo – na abertura do Sabores da Juju, de Manu e Maria, com quem inicia um namoro. Ele a indica como enfermeira de Tiago. Empregada na mansão, Lorena assume a referência materna do menino, já que Cris e Jonas mal têm tempo ou paciência para tanto. Comovida com o amor e total dependência de Tiago por ela, Lorena mantém-se no emprego.

Vitória (Gisele Fróes) – Treinadora de Ana (Fernanda Vasconcellos). Rígida e obstinada, Vitória mantém uma escola de tênis num clube elegante. Arrogante e franca, é famosa pelos petardos que profere contra equipe e alunos. Casada há 10 anos com Marcos (Ângelo Antônio), mãe de Sofia (Alice Wegmann) e Bárbara (Pietra Pan), vive a inversão moderna da mulher que trabalha fora enquanto o marido se ocupa da casa e das crianças. Frágil e desajustado, Marcos é o parceiro perfeito para suportar seu temperamento fálico, controlador e autoritário. Perde Marcos para uma mulher comum, sem fama, dinheiro ou talento, e revida atazanando a vida do ex-marido, sem pudores em usar os filhos.  

Marcos (Ângelo Antônio) – Marido de Vitória. Pai de Sofia e Bárbara. Partidário do menor esforço, embora graduado em Direito, acomodou-se à confortável rotina doméstica criada pela mulher. Faz com que seu desemprego permanente pareça uma opção, um desejo irrefreável de acompanhar de perto a infância de seus filhos. Com o tempo, porém, o crescimento profissional de Vitória cavou um abismo entre o casal. O dia inteiro enfurnada no trabalho, a esposa monitora-o e às crianças pelo celular, o que faz Marcos sentir-se um empregado, ou mesmo um outro filho de Vitória. Incomodado, passa a ver-se como mero coadjuvante em sua própria vida. Assim, encontra em Dora (Mallu Gali), mulher comum – mãe de uma colega de sua filha, devotada a casa e aos filhos –, alguém que o compreende e admira.

Alice (Sthefany Brito) - Filha biológica de Vitória, criada por Suzana (Daniela Escobar) e Cícero (Marcelo Airoldi). Grande amiga de Ana (Fernanda Vasconcellos). Alegre e otimista, Alice cresceu sabendo que foi adotada. Criada com amor e esmero por Suzana e Cícero, é um exemplo de adoção bem sucedida, e hoje retribui aos pais o carinho e atenção que recebeu. Ainda assim, com a entrada na adolescência, Alice sente-se inquieta, querendo respostas para perguntas complicadas: Será que meu pai e mãe biológicos não quiseram ou não puderam me criar? Será que estão vivos e bem? Será que às vezes pensam em mim? Será que, entrando em contato com eles, não serei capaz de compreender melhor minha própria história? Temendo aborrecer ou preocupar seus pais de criação, Alice sairá secretamente em busca de sua mãe biológica, a despótica Vitória, inscrevendo-se na escola de tênis mantida por ela. Tempos depois, após revelada a verdade, decepcionada com o comportamento da ‘mãe’, Alice lhe exige o nome do pai biológico. E parte em busca de Renato, um ex-alcoólatra recuperado que estabelece uma forte ligação com a menina.

Sofia (Alice Wegmann) – Filha de Vitória (Gisele Fróes) e Marcos (Ângelo Antônio). Auto-exigente e perfeccionista, reage irritada ao tirar nota menor que nove, ou perder em algum jogo infantil. Identifica-se com a mãe vencedora e, no fundo, despreza a figura ‘anulada’ do pai. Tenta encarnar a filha irretocável e perfeita.

Bárbara (Pietra Pan) – Filha de Vitória e Marcos. Irmã de Sofia (Alice Wegmann). Ao contrário da irmã, herdou o temperamento ‘relax’ do pai, e é praticamente incapaz de se aborrecer por qualquer razão.

Dora (Mallu Gali) – Íntegra e batalhadora, cria a filha com o suor de seu trabalho na segunda fase da novela, já separada do marido. Conhece Marcos (Ângelo Antônio) na primeira fase e encanta-se com aquele pai tão participativo na criação das crianças.  Assistente Social, trabalha no mesmo hospital que Lúcio (Thiago Lacerda) e Celina (Leona Cavalli).

Olívia (Anna Rita Cerqueira) – Filha de Dora (Mallu Gali). Criada praticamente sem pai,
afeiçoa-se a Marcos.

Renato (Luiz Carlos Vasconcellos) – Conhece Vitória (Gisele Fróes) na faculdade e, do rápido namoro que têm, nasce Alice (Sthefany Brito), entregue em seguida para adoção. Renato mal registra a gravidez da ex-namorada e o consequente nascimento da filha. Anos mais tarde, porém, arrepende-se profundamente. Ex-alcóolatra, há cinco anos recuperado, luta para se reinserir socialmente e conseguir trabalho. Ao conhecê-lo – doce, amoroso e carismático – Alice se comove com a história do pai e decide ajudá-lo na reabilitação.

Suzana (Daniela Escobar) – Mãe de criação de Alice (Sthefany Brito). Sabendo-se estéril, optou pela adoção ainda nos primeiros anos de casamento. Com o marido bem estabelecido, resolveu deixar o emprego e dedicar-se exclusivamente à maternidade. Dona de casa impecável,
esposa exemplar e mãe extremada.

Cícero (Marcelo Airoldi) – Pai adotivo de Alice. Provedor, bem-sucedido, responsável, é dono de uma concessionária de automóveis (onde Alice tenta, a todo custo, colocar Renato). Apaixonado pela filha, Cícero sofre ao perceber, algo enciumado, a necessidade de convívio da menina com o pai biológico.

Iná (Nicette Bruno) – Avó de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano). Mãe de Eva (Ana Beatriz Nogueira). Positiva e solar, Iná é uma mulher de bem com a vida. Há mais de uma década mantém um romance com Seu Laudelino (Stênio Garcia), sem jamais pensar em casamento. Tem sabedora inata e forte intuição: costuma fazer previsões com a leitura da sorte no baralho, mas apenas para a família e um ou outro amigo mais próximo. Na busca da sobrevivência, decidiu abrir um salão de danças para pessoas da terceira idade (‘Afinal a vida é para ser celebrada!’), de onde obtém um lucro modesto, mas que lhe permite viver com conforto, sem luxos.

Laudelino (Stênio Garcia) – Namorado de Iná. Marceneiro, íntegro, trabalhador, é louco por ela. Romântico, faz o gênero ‘amante à moda antiga’. Muito pobre na infância, conseguiu prosperar à custa do próprio trabalho. No entanto, a lembrança da miséria do passado, hoje, de certo modo o impede de desfrutar do que possui. É o popular pão duro, mão de vaca etc. Porém, como os opostos se atraem, encantou-se justamente por Iná: mão aberta, desprendida. As incontáveis diferenças e contrastes entre Iná e Laudelino tornam o casal improvável, mas, ainda assim, extremamente apaixonado e encantador. Vive com a neta, Lorena (Júlia Almeida).

Maria (Neusa Borges) – Empregada de Eva (Ana Beatriz Nogueira). Mãe de Matias (Marcelo Mello Jr.). Mulher de grande coração. Profissional de primeira, acompanhou o crescimento de Ana e Manu na casa de Eva, mantendo-se fiel ao emprego por apego às meninas. Criou sozinha o filho, Matias, sempre proporcionando o melhor ao garoto. Mestre na culinária, após deixar a casa de Eva propõe a Manu (desde criança sua pupila na cozinha) abrirem um bufê para atender a festas e eventos.


Matias (Marcelo Mello Jr.) - Filho de Maria (Neusa Borges). Empregado da mansão dos Macedo. Trabalhador, esforçado, banca com o próprio salário a faculdade de comunicação. Foi
criado com tal amor por Maria que, mesmo adulto, mantém-se ingênuo e menino, numa certa medida incapaz de perceber a crueldade do mundo.
 
Cléber (Tadeu Di Pietro) – Advogado e ‘personal puxa-saco’ de Jonas (Paulo Betti), que mantém com ele uma relação no estilo ‘O médico e o monstro’. Num bom dia, Jonas deixa aflorar sua porção ‘médico’ e recebe Cléber como a um amigo, dividindo com ele seus segredos e aflições; mas, quando algo o desagrada, virado em ‘monstro’, Jonas não hesita em descarregar nele sua irritação e mau humor. É sempre encarregado das tarefas desagradáveis, como a de dar à explosiva Eva a notícia de que quase nada do patrimônio de Jonas lhe caberá, na separação.

Dona Moema (Claudia Melo) – Cuida do marido acamado e, por isso, sabe tudo sobre remédios. Com o seu jeito ‘medicamentoso”, conquista o amor do hipocondríaco Wilson (Luiz Serra), que torce para que ela finalmente fique viúva para fazer-lhe a corte.

Seu Wilson (Luiz Serra)  – Neurastênico, sofre diversos tipos de TOC. Trabalha na marcenaria de Laudelino (Stênio Garcia) e é apaixonado por Moema (Claudia Melo), de quem espera a viuvez para poder, enfim, confessar seus sentimentos.

Vivi Mourão (Malu Valle) – Ex-socialite, vive de favores financeiros de suas “orientadas”, aproveitando de sua boa influência na classe alta. É amiga de Cris (Regiane Alves), a quem tenta ensinar alguma classe.

Dona Aurélia (Rita Clemente) – Torna-se vizinha do Baile de Iná e logo implica com o barulho. Mas logo se rende aos encantos da alegria de Dona Iná (Nicette Bruno) e seus amigos.

Seu Josias (Duda Mamberti) – O ajudante faz-tudo de Iná. Sujeito boa praça, sempre disposto a ajudar.

Miguel (Rafael Almeida) – Jovem de origem humilde, mas muito talentoso, é pupilo de Vitória (Gisele Fróes) no tênis. Para financiar sua educação no esporte, a treinadora empregou-o como assistente nas aulas de sua escola.


Legenda: Rafael Cardoso, Fernanda Vasconcellos, a autora Lícia Manzo, Marjorie Estiano e o do diretor de núcleo Jayme Monjardim - TV GLOBO / João Miguel Júnior



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