‘Expedição Xingu’ estreia neste domingo no ‘Fantástico’


Em homenagem aos 50 anos do Parque Nacional do Xingu e à saga dos irmãos Orlando, Claudio e Leonardo Villas Bôas, responsáveis pela Expedição Roncador-Xingu, o ‘Fantástico’ estreia neste domingo, dia 21, a série ‘Expedição Xingu’. Com base no diário de Orlando, “A Marcha para o Oeste”, o jornalista Rodrigo Alvarez e oito universitários – na mesma faixa etária que os irmãos Villas Bôas tinham na época – refizeram o caminho da grandiosa expedição, que começou em 1943 e durou 16 anos.

Escolhidos entre mais de 500 inscrições para participar do projeto, os universitários que embarcaram nessa redescoberta do centro-oeste brasileiro foram: Felipe Matelli, de Itapetininga (SP), Moreno Muniz, Rio de Janeiro (RJ), Francis Cirino, Goiânia (GO), Heitor Martins, Ilhéus (BA), Camylla Bittorio, Florianópolis, SC, Camila Mendes, Toronto (Canadá), Tatiana Setton, São Paulo (SP) e Agata Cipriani, Joinville (SC).

A série de seis episódios é entremeada com fotos, documentos e vídeos desse importante episódio da história do Brasil. E para dar ainda mais realidade nesta aventura, Rodrigo e os universitários usaram roupas como as utilizadas na época da expedição, carregaram mochilas e alimentos como arroz, paçoca salgada (carne seca com farinha de milho), abóbora, feijão e peixe, quando estavam próximos de rios. Tudo para reproduzir ao máximo o que estava disponível na época dos irmãos Villas Bôas. “Tivemos sempre muito claro que era preciso vivenciar a história, reviver da maneira mais fiel possível os passos daqueles heróis nacionais que foram os Villas Bôas e outras dezenas de expedicionários que se juntaram a eles ao longo de 14 anos de expedição oficial”, diz Alvarez.

O ponto de partida da expedição foi o Barra do Garças, em Mato Grosso. A equipe cruzou o Rio da Morte, seguindo pela Serra do Roncador até chegar ao Parque Nacional do Xingu, um dos maiores legados dos irmãos Villas Bôas. No Parque Nacional Xingu, o grupo viveu a rotina dos índios: as mulheres conviveram com as índias e fizeram os artesanatos enquanto os homens aprenderam a luta huka huka, típica dos índios do Xingu. Os 40 dias dessa expedição serão mostrados em seis semanas no ‘Fantástico’, que vai ao ar logo após ‘Domingão do Faustão’.

“...somente quem teve oportunidade de percorrer o grande sertão, navegando os seus cursos majestosos, transpondo suas serras e espigões, rompendo suas matas intermináveis, é que iria verificar que mesmo as perspectivas mais imaginosas estavam muito aquém da realidade dessa grandeza nacional...”
Orlando Villas Bôas


Alguns números que representam a extensão do trabalho dos irmãos Villas Boas, que em 1943 ingressaram na Expedição Roncador-Xingu

- 1500 km de picadas abertas - grande parte são estradas hoje
- 1000 km de rios percorridos
- 43 vilas e cidades nascidas no roteiro da marcha
- 19 campos de pouso - 4 militares que se tornaram pontos estratégicos de apoio a voos internacionais.
- 5000 índios contactados
- 200 malárias dos 3 irmãos
- Criação do Parque Nacional do Xingu - 6000 índios falando 10 idiomas diferentes: cuicuros, calapalos, nauquás, matipuís, meinacos, auetis, uaurás, iaualapitis, camaiurás, trumaís, txicãos, suiás, jurunas, caiabis, metotires, mencragnontires e crenacarores.
- Prêmios recebidos pelos irmãos: 4 comendas estrangeiras, 11 nacionais, 6 títulos e diplomas de honra ao mérito, inclusão no "Who’s Who", indicações para o Prêmio Nehru da Paz e para o Prêmio Nobel da Paz.
- 11 livros escritos (até 1994) e inúmeras conferências*
(Informações retiradas do livro ‘A Marcha para o Oeste’)


Foto – Rodrigo Alvarez os universitários
Crédito – TV Globo/Marisa Sousa Vaz

 
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