CINQUENTINHA

Um milionário à beira da morte e uma grande herança a ser disputada por três inimigas, suas ex-mulheres. Por ironia do destino – e do falecido –, este trio terá que se juntar em uma grande disputa. Para vencer esta batalha, vale tudo. Até mesmo confiná-las em uma mansão, “em uma espécie de Big Brother inesperado”, nas palavras do autor Aguinaldo Silva. “Esta gincana é o fio condutor da história. Elas terão que provar que não são só fisicamente capazes, mas mentalmente também”, completa ele, que assina ‘Cinquentinha’ ao lado de Maria Elisa Berredo. A minissérie de oito capítulos, com estreia na Rede Globo dia 08 de dezembro, tem direção-geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Claudio Boeckel.



Nesta competição não faltarão segredos, flagras, intrigas, emoção, constrangimentos e uma boa dose de humor. “É uma comédia pop, picante e sofisticada. Teremos cenas grandiosas, mulheres modernas e um ritmo frenético”, adianta Wolf. ‘Cinquentinha’ tem no time das principais competidoras Lara (Susana Vieira), Mariana (Marília Gabriela), Rejane (Betty Lago) e, para surpresa do trio, Leonor (Maria Padilha). "São mulheres cuja idade passou dos 50 e chegou não se sabe onde, pois elas não dizem quantos anos têm nem mortas!", brinca Aguinaldo. Além de Daniel (José Wilker), dois homens circundam a vida dessas mulheres: o advogado Joaquim (Luis Melo), que tenta impor regras ao quarteto; e o roteirista e autor teatral Claus (Dalton Vigh), amigo - e às vezes amante - das três ex-esposas do falecido milionário em épocas diferentes.



As gravações da minissérie duraram quase três meses. Ao todo, foram gravadas 590 cenas, sendo muitas delas grandes eventos. As externas, que somam 220 cenas, aconteceram todas no Rio de Janeiro, divididas entre cais do porto, Santa Teresa, ruas do Centro, Barra da Tijuca, Copacabana e comunidade Tavares Bastos, no Catete. No estúdio, da Central Globo de Produção, a grandiosidade do projeto também esteve presente. Foram 370 cenas, em 16 cenários e 60 ambientes diferentes. “Em mais da metade dos episódios, muitos personagens vivem juntos em uma mansão. Nos inspiramos nos grandes clássicos do teatro para criá-la”, assinala Wolf, que contou com uma equipe de quase 150 pessoas, entre elenco e equipe de produção, para realizar o projeto.



O milionário



O ponto de partida da minissérie é o testamento do milionário Daniel (José Wilker), que deixa uma missão (quase) impossível para suas três ex-mulheres: inimigas, terão que se juntar para administrar seus negócios em crise e fazê-los prosperar novamente. No prazo de um ano, a que se sair melhor nas tarefas pré-estabelecidas ficará com 50% de sua herança – ‘cinquentinha’ de um grande patrimônio. Daniel (José Wilker) é um bem sucedido empresário do Rio de Janeiro. No momento, suas empresas enfrentam uma séria crise financeira que pode resultar em falência. Ao mesmo tempo, o sessentão Daniel descobre que um grave problema saúde pode levá-lo à morte a qualquer instante. Como nenhum dos três filhos – que ele pouco conhece - nunca se interessou por seus negócios, tem a ideia de promover a disputa entre as ex.



As competidoras



Lara (Susana Vieira) foi a primeira mulher de Daniel (José Wilker). Na época do casamento já era uma atriz famosa. Mais tarde se tornaria a grande diva da televisão brasileira, interpretando sempre personagens bem mais novos do que ela. Segue à risca a frase “as divas não têm idade”. Sua certidão de nascimento jamais foi encontrada pelos jornalistas que, em vão, tentam descobrir seu passado. “Ela é uma mulher forte, com atitude. E está sempre representando”, diz Susana Vieira.



O destino da atriz muda radicalmente quando, ao término de mais uma de suas novelas, ela é surpreendentemente demitida. Pela primeira vez, em muitos anos, está desempregada. Ela jamais poderia admitir isso para seu público, o que lhe gera um enorme conflito interior.



Lara se casou com Daniel (José Wilker) e com ele teve sua única filha - Celina (Thaís de Campos). Os dois romperam e nunca mais se falaram quando ela descobriu que Daniel a traíra com Mariana (Marília Gabriela), fotógrafa enviada a sua casa por uma revista para fazer fotos suas com a filha recém-nascida. A vida amorosa da diva sempre foi conturbada e ela resolveu colocar “um ponto final” em seus romances. Isto, claro, oficialmente. A verdade é que Lara (Susana Vieira) mantém um romance secreto.



Celina (Thaís de Campos) é o oposto da mãe: uma mulher de poucas palavras, muito discreta, e sem vida própria. Mas extremamente eficiente como secretária, administradora, e tudo mais que se refira à vida de Lara (Susana Vieira). Em um dos poucos momentos em que não esteve à sombra da mãe, teve uma filha, Bárbara (Monique Alfradique), cujo pai só será revelado ao longo da história.



Bárbara, a neta da Lara, é uma espécie de “consciência crítica” da família e não admite que a avó – que não permite ser chamada como tal – a coloque no centro de suas conspirações para parecer mais jovem. Bárbara (Monique Alfradique) cursa faculdade de Arquitetura e um de seus grandes sonhos é criar um projeto de casas populares. Ela namora o “pitboy” Bruno Vilela (Daniel Ávila), um de seus vizinhos de condomínio na Barra da Tijuca.



Mariana (Marília Gabriela), a segunda mulher de Daniel (José Wilker), é uma renomada fotógrafa. Sua história com o ex-marido começou quando foi fotografar Lara (Susana Vieira) e o conheceu. Logo depois, Mariana estava casada com Daniel. Depois do nascimento da filha, pronta para voltar ao trabalho, Mariana se viu diante de um dilema imposto por Daniel – casamento ou carreira. Mariana ficou com a segunda opção.



Com o empresário, ela teve Becky (Danielle Winits), atualmente dona de uma clínica veterinária. Assim como a mãe, é apaixonada por sua profissão. Recentemente separou-se de João Alfredo (André Garolli), economista com quem teve um filho, Gabriel (João Pedro Zappa).



Assim como aconteceu com Lara (Susana Vieira), uma vez separada de Daniel (José Wilker), Mariana não voltou a ter contato com o empresário. “Ela é uma mulher muito independente e diferente”, analisa sua intérprete, Marília Gabriela.



Ao ser flagrada pelo neto Gabriel (João Pedro Zappa) com o melhor amigo dele, Eduardo (Rafael Cardoso), Mariana se vê questionada e odiada por Gabriel. O jovem tem uma crise alérgica por conta do “episódio”. Desesperada, Mariana sai para arejar e acaba reencontrando em um bar uma antiga amiga: Leila Fratelli (Ângela Vieira). É o início de mais uma história de novas experiências e muita complicação para a fotógrafa.



Rejane (Betty Lago) é uma ex-hippie dos anos 70 e até hoje adepta de um estilo de vida alternativo. Foi a terceira mulher de Daniel (José Wilker). Ela está voltando do Caminho de Santiago – pela terceira vez – quando sabe que, durante uma tromba d´água em Nova Friburgo, um desabamento de terra destruiu sua casa. Rejane, então, resolve ir para a casa do filho, Daniel Júnior (Bruno Garcia), em Santa Teresa, e é neste contexto que recebe a notícia da morte de Daniel (José Wilker).



O romance deles começou durante uma rápida incursão de Rejane pela política, na época em que tentava fundar, com seus “companheiros de luta”, o Partido da Vida Alternativa. Ela é a única que de fato casou legalmente com o empresário. A união, como as outras de Daniel, não sobreviveu ao nascimento do filho do casal - Daniel Júnior (Bruno Garcia).



Ao chegar no Brasil, na casa do filho, Rejane encontra apenas a neta, Vanessa (Tatyane Goulart), com o namorado Olhão (Fabrício Santiago), morador do morro dos Prazeres. A jovem está absolutamente apaixonada e é capaz de fazer qualquer coisa para ficar ao lado dele. Daniel Júnior (Bruno Garcia) está na plataforma de petróleo onde trabalha 15 dias por mês. Janaína (Zezé Motta), que está com a família há anos e foi babá de Vanessa, também não está. Rejane vê na rebeldia da neta uma espécie de “prova” pela qual tem de passar.



Na casa do filho, Rejane (Betty Lago) ainda terá que “conviver”, mesmo que não diariamente, com a namorada de Daniel Júnior (Bruno Garcia), Fátima (Daniele Valente), uma mulher entrona e de rude franqueza.



Um homem especial



Roteirista de cinema e TV e autor de teatro, Claus (Dalton Vigh) é amigo íntimo – e foi eventual amante em épocas distintas – das três cinquentinhas. Solteiro convicto, jamais se casou e também não tem família. Foi a “figura masculina” constante na vida de Celina (Thaís de Campos), Becky (Danielle Winits) e Daniel Júnior (Bruno Garcia). Mais que um conselheiro, é companheiro de todas as horas e guarda muitos segredos de cada uma delas. Vai ajudar Lara (Susana Vieira) ao escrever uma peça de teatro a pedido dela; e estará ao lado de Rejane (Betty Lago) quando a amiga descobrir que perdeu sua casa. Com Mariana (Marília Gabriela), a relação é mais distante. Segundo Aguinaldo Silva, ele é o “segundo homem mais importante da vida delas”.



A quarta surpresa



As três já estão trabalhando na recuperação das empresas de Daniel (José Wilker) quando Leonor Bergantti (Maria Padilha) surge para ocupar seu posto na mansão do falecido. Ela é prima de Rejane (Betty Lago) e teve um relacionamento extraconjugal com Daniel (José Wilker) durante uma visita ao Brasil.



Antes de reaparecer, com dezenas de malas e um ar de incrível superioridade, Leonor morava grande parte do ano em Firenze. Era casada com o conde Giancarlo Bergantti, que faleceu deixando-a cheia de dívidas e sem ter para onde ir. A notícia da morte de Daniel (José Wilker) levou Leonor (Maria Padilha) a lembrar de “uma carta que tinha na manga”. Por isso, decidiu entrar na disputa pela herança. “Ela chega devagar, mas trazendo ainda mais conflitos”, adianta Maria Padilha.



O “trunfo” de Leonor é o filho Carlo (Pierre Baitelli), que o conde achava que era seu. No entanto é o mais novo dos herdeiros de Daniel. E, assim que chegar ao Brasil, não medirá esforços para também disputar a tão cobiçada herança.



A gincana



Por razões diferentes, as três heroínas são surpreendidas pela morte do ex-marido. Joaquim Coutinho (Luis Melo), advogado e confidente de Daniel (José Wilker), é quem dá a notícia do falecimento e quem as convoca, com seus respectivos filhos, para a leitura do testamento.



O empresário, sabendo que sua morte era questão de dias, providenciou um testamento inusitado, cuja assinatura foi testemunhada pelo seu médico Júlio Catão (Cássio Reis), seu mordomo Sebastião Batista (Emiliano Queiroz) e por Leontina (Maria Helena Pader), a empregada da casa. Segundo o documento, os três filhos de Daniel (José Wilker) têm direito a 50% de sua herança. Mas, até que suas mães cumpram a cláusula que as envolve, não receberão nada. E, caso elas não queiram cumpri-la, os outros 50% vão para obras de caridade.



Lara (Susana Vieira) e Mariana (Marília Gabriela) nem querem saber da oferta. Rejane (Betty Lago), após o espanto inicial, aceita o desafio para resolver dois de seus grandes problemas - falência pessoal e moradia. Por isso, impõe uma condição: durante o ano em que estiver cuidando das empresas de Daniel (José Wilker), irá morar na mansão.



Ao saber da decisão de Rejane, Lara revê sua opinião e convoca a imprensa para avisar que pretende usar a herança do ex-marido para o “incremento das artes”. O discurso não passa de um pretexto para conseguir dinheiro para comprar seu próprio teatro. Diante disso, Mariana também volta atrás. “Só para não dar àquelas duas o gosto de disputar a grana sozinhas”, pontua Aguinaldo em uma das falas da fotógrafa. Com medo de deixar Rejane sozinha na mansão, Lara e Mariana também se mudam.



Começa a grande disputa. As três são obrigadas a conviver na mansão, até que Joaquim decida qual delas levará a melhor. No caminho para o resultado final, vão se deparar com muitas surpresas, entre elas o surgimento de mais uma adversária, Leonor (Maria Padilha), que só vai se revelar e reivindicar seus direitos na hora certa. Com ela, seu filho Carlo (Pierre Baitelli), um quarto herdeiro do empresário, também entra em cena.



Figurino: peças exclusivas para ‘Cinquentinha’



A figurinista de ‘Cinquentinha’, Beth Filipecki, partiu de um pedido de Wolf Maya para montar o guarda-roupa das personagens da minissérie. “Ele queria que o figurino fosse bem definido, sobretudo com os sentidos: alegre e bem humorado, moderno e atemporal, lúdico e sofisticado”. A partir daí, Beth teve a ideia de criar o figurino com o olhar apurado da lente da fotógrafa Mariana (Marília Gabriela). O “olhar através da lente da câmera” culminou na elaboração de peças que serão usadas nas personagens de ‘Cinquentinha’. “Para Mariana, por exemplo, criamos roupas de formas circulares, que possibilitam uma quantidade incrível de variações”.



A criação de peças exclusivas contou com um grande trabalho de pesquisa. “Fizemos praticamente um editorial de moda para cada personagem, com grande força de modernidade, ousadia e com um tom muito contemporâneo”, conta Beth.“Alinhamos conhecimento e pesquisa a uma linguagem técnica”, completa.



A equipe de figurino também se preocupou com a funcionalidade das peças. Sua confecção buscou, ao mesmo tempo, o equilíbrio e a desconstrução, seguindo procedimento- recuperação-transformação. É possível realizar a composição de vários looks e estilos. As roupas de Lara, por exemplo, foram feitas com muitas sobreposições. “Captamos o olhar detalhado da diva através 'da lente' e usamos rendas, brilhos e transparências sobrepostas em modelos contemporâneos”, explica a figurinista.



Caracterização: inovações inspiradas no figurino



Carmen Bastos, responsável pela caracterização de ‘Cinquentinha’, trabalhou afinada com os conceitos do figurino de Beth Filipecki para idealizar o visual de cada personagem. “Foi um encontro maravilhoso. A Beth é uma mulher muito experiente e trabalhar com ela é formidável. Esta parceria vai deixar saudades”, assinala. Através da caracterização, Carmem pretende transmitir uma das características que considerou mais interessante no texto de Aguinaldo e Maria Elisa: os valores humanos. “Todos são seres humanos, têm ciúme, inveja, ganância. Ninguém é totalmente bom ou ruim. Assim fomos formando os elementos dos personagens, com cores, formas e desenhos”, explica.



Para criar o visual da estrela Lara Romero, Susana Vieira passou por uma transformação radical. Trocou o cabelo curto e em tom castanho por um visual com aplique e cinco nuances de loiro. Nas unhas, o vermelho revela a grandiosidade da personagem, acompanhado de um figurino imponente. Para equilibrar os excessos, a maquiagem é mais clean, sem muitas cores. A única exceção é quando Lara está vivendo um de seus personagens, quando usa sombras e batons dignos de um drama mexicano.



Já a fotógrafa Mariana, interpretada por Marília Gabriela, traz de volta uma tendência forte dos anos 80: os cabelos frisados. Por ser um trabalho com muitas externas e que depende de agilidade, o frizz deu praticidade e um movimento diferente à profissional. Carmen também ressalta que os olhos azuis da atriz ganham destaque com o uso da câmera fotográfica, o que levou a uma maquiagem simples nos olhos, somente contornados com lápis marrom.



A personagem Rejane, vivida por Betty Lago, possibilitou ainda mais ousadia para a equipe de caracterização. “Ela tem uma aura mágica, diferente. Por isso, o visual segue esta linha”, diz Carmen. Além das unhas em tons de roxo e um cabelo mais arrepiado e desmanchado propositalmente, a personagem vai usar uma lente de contato colorida. “Chamamos uma contactologista que trouxe um material bem extenso. Com a Beth Filipecki e o Wolf Maya encontramos uma cor que, com o natural dos olhos da Betty Lago, criou uma terceira totalmente indefinida. O resultado ficou incrível”, afirma a caracterizadora.



A quarta cinquentinha não vem com menos glamour. Leonor, personagem de Maria Padilha, transparece na caracterização tudo que forja ser: nobre, linda e superior. A atriz ganhou cabelos loiros e ondulados, além de uma maquiagem em cores acetinadas, que ressaltam o brilho próprio da personagem.



Das curiosidades do elenco, a jovem Bárbara, vivida por Monique Alfradique, representa modernidade e ousadia. Com o cabelo liso, platinado e curto, vai usar pequenas mechas escuras no cabelo cada dia em uma posição diferente. Nas unhas, Bárbara usa uma francesinha ao contrário, com a ponta preta e o esmalte branco. “Alguns estilos de cabelo de Monique Alfradique não se vê por aí. Ela vai inovar”, diz a caracterizadora.



Cenografia e produção de arte



Para realizar o trabalho de produção de arte de ‘Cinquentinha’, Denise Garrido “incorporou” cada uma das personagens. “Eu saía para comprar os objetos de cena imaginando que era a Lara (Susana Vieira) ou a Rejane (Betty Lago) ou a Mariana (Marília Gabriela). Tentei entender o que elas gostariam de ter”, explica ela. Para “personalizar” as cinquentinhas de acordo com o perfil de cada personagem, a produtora procurou objetos marcantes. A Rejane, por exemplo, que viaja muito, ganhou detalhes esotéricos. “Trabalhamos com muitos adereços, como se ela carregasse o mundo nas costas”, exemplifica Denise.



Para Mariana (Marília Gabriela), que é mais prática, a produção trabalhou com peças modernas. “Usamos um design contemporâneo. Ela é básica. Tem o material de fotografia e poucos objetos. Ela não ´carrega´ muita coisa”, analisa. Lara (Susana Vieira) é o oposto. Tem muitos pertences, desde uma bancada cheia de maquiagem até malas forradas em tecido de oncinha. “A personagem é narcísica. Colocamos muitas fotos dela no quarto. Praticamente uma parede inteira”.



A equipe de cenografia seguiu o conceito de exclusividade de cada cinquentinha para criar os 16 cenários e 60 ambientes da minissérie em dois meses. “Cada ambiente é bem específico,mas é menos realista do que as novelas. Tem um toque lúdico, de fantasia”, explica o diretor de arte e cenógrafo Mário Monteiro, que também procurou criar cenários arejados para facilitar a interatividade entre os personagens. “A casa da Mariana é toda aberta. Tem entrada por todos os lados. Isso ajuda as situações de comédia”.



A casa de Daniel Júnior (Bruno Garcia) herdou um pouco da “personalidade” da mãe, Rejane (Betty Lago). “Este cenário é como uma colcha de retalhos. Fizemos uma mistura, com colagens no quarto da neta da Rejane”, conta Mário. No ambiente de Lara (Susana Vieira) tudo é exagerado e reflete a grandiosidade da diva. Só o banheiro tem 80m2. Leonor (Maria Padilha), a última a chegar, ficará no porão, com inúmeras malas pomposas. “O local reflete justamente a nobreza decadente da personagem”, resume Mário.



A mansão de Daniel (José Wilker) vai reunir as três cinquentinhas e, mais tarde, Leonor (Maria Padilha). Por isso, Mário criou em cada quarto um espelho das casas das personagens. No total, são oito quartos, divididos por inúmeros corredores. A sala da mansão de Daniel (José Wilker) foi inspirada na década de 80 e reflete o auge do sucesso do empresário. “Pesquisamos a estética desta época. Misturamos móveis antigos com objetos contemporâneos. O resultado ficou muito harmonioso”, finaliza Monteiro.



Entrevista com Aguinaldo Silva



Nascido em 1944, Aguinaldo Silva começou a trabalhar aos 14 anos. Dois anos depois, publicou sua primeira obra, ‘Redenção para Job’, e rapidamente conseguiu um emprego no jornal Última Hora, do Nordeste. Em 1964, época de ditadura militar, veio para o Rio de Janeiro. Jornalista por 18 anos – muitos deles dedicados ao noticiário policial -, Aguinaldo chegou à TV como um dos roteiristas da série ‘Plantão de Polícia’, em 1979. Em sua trajetória, consagrou-se com minisséries como ‘Lampião e Maria Bonita’ (1982) – que lhe valeu a Medalha de Ouro no Festival Internacional de Nova York -, ‘Bandidos da Falange’ (1983), ‘Tenda dos Milagres’ (1985) e ‘Riacho Doce’ (1990) e também com novelas como ‘Roque Santeiro’ (1985), ‘O Outro’ (1987), ‘Vale Tudo’ (1988) – em parceria com Gilberto Braga -, ‘Tieta’ (1989), ‘Pedra sobre Pedra’ (1991), ‘Fera Ferida’ (1993), ‘A Indomada’ (1997), ‘Suave Veneno’ (1999), ‘Porto dos Milagres’ (2001), ‘Senhora do Destino’ (2004) e ‘Duas Caras’ (2007).



Como você define ‘Cinquentinha’?

Aguinaldo Silva: É uma minissérie sobre mulheres que se recusam a envelhecer, que continuam sendo ativas. Isso envolve tratamento de beleza, mas também uma atitude positiva diante da vida. É uma minissérie sobre este tipo de mulher e sobre a família que está por trás dela. Aborda várias gerações.



Como será a abordagem das gerações na minissérie?

Aguinaldo Silva: Os filhos destas mulheres se infantilizam. Elas acabam por anulá-los. Já os netos irão contestá-las. Há uma rebeldia. Vou colocar estas diferenças comportamentais das gerações.



Como surgiu a ideia da minissérie?

Aguinaldo Silva: Como estou com 65 anos, tenho várias amigas ‘cinquentinhas’, que estão vivendo esta situação. Quis contar esta história.



Qual é a mensagem mais importante da história?

Aguinaldo Silva: É que temos que ficar antenados sempre. Aliás, quanto mais envelhecemos, mais temos de ficar ligados. Ser atuante e não parar no tempo é fundamental.



Por que as mulheres têm pavor de envelhecer?

Aguinaldo Silva: A mulher sempre é julgada pela aparência, por mais competente que seja. E aparência tem a ver com idade. É um tabu mesmo.



Que outras histórias você pretende abordar na minissérie?

Aguinaldo Silva: Vai ter uma personagem que vai namorar um traficante, outra que estará envolvida com uma amiga. Não nos faltam bons assuntos.



Todas as suas produções são ou têm uma crítica. Qual seria a de ‘Cinquentinha’?

Aguinaldo Silva: A minha pretensão é, novamente, atacar o preconceito – contra idade, mulheres, pessoas criativas.



Entrevista com Maria Elisa Berredo



Maria Elisa Berredo assina ‘Cinquentinha’ com Aguinaldo Silva, em uma parceria que começou há 17 anos. “A primeira vez que trabalhei com ele foi em ´Fera Ferida´. De lá para cá, colaborei em todas as novelas dele, exceto Suave Veneno”, conta Maria Elisa, socióloga por formação. Antes de ingressar na TV, Maria Elisa esteve na Fundação Roberto Marinho, Agência Globo, editoras Nova Fronteira e José Olympio, entre outros. “Também trabalhei na Casa de Criação da TV Globo, como pesquisadora de texto para os autores”, lembra. Em sua trajetória na TV, Maria Elisa foi colaboradora em diversas novelas, entre elas ´Múltipla Escolha – Malhação´ (1995), ´A Indomada´ (1997), ´Porto dos Milagres´ (2001), ´Agora que são elas´ (2003), ´Senhora do Destino´ (2004) e ´Duas Caras´ (2007).



Como você define ‘Cinquentinha’?

Maria Elisa Berredo: ‘Cinquentinha’ é uma história sobre mulheres fortes, vigorosas, ativas, inteligentes, senhoras absolutas de suas vidas e desejos, e que, por isso, se recusam a envelhecer. Ou melhor, não “envelhecem” a despeito da idade que tenham. É uma minissérie sobre mulheres que não saem de cena antes que ela acabe, e sobre suas famílias.



Como é a parceria com Aguinaldo Silva?

Maria Elisa Berredo: Aguinaldo é meu grande mestre, sempre tive para mim que trabalhar com ele é um privilégio, e, por tanto tempo assim, uma felicidade . Ao longo desses anos desenvolvemos uma sintonia fina, o que faz o trabalho fluir de maneira rica e criativa. Aguinaldo é uma pessoa e um autor extremamente generoso, e generosidade de espírito é essencial para uma parceria de verdade.



Como foi fazer a história com ele?

Maria Elisa Berredo: Uma delícia. A grande novidade desta vez foi ele me convidar para dividir a autoria. Foi uma honra, um elogio ao meu trabalho. Aguinaldo deu o ponto de partida da história – três mulheres que em comum tinham o mesmo ex-marido e filhos com ele, disputando metade da herança por ele deixada. A partir daí criamos as histórias e personagens. Nos reunimos várias vezes e, quando isso não era possível, trocávamos ideias via satélite – ele em Lisboa, eu no Rio. Nós dois acordamos cedo, às 07h30, 08h já estamos nos falando por telefone. Assim o trabalho do dia começa.



Como será a abordagem das gerações na minissérie?

Maria Elisa Berredo: O foco é a relação familiar entre mãe, pai, filhos, netos, meios-irmãos, ex-marido, genro, primos, namorados e agregados. As escolhas, os problemas, as inquietudes, os conflitos de cada geração aparecem quando interagem dentro de uma estrutura familiar moderna.



Por que as mulheres têm pavor de envelhecer?

Maria Elisa Berredo: Envelhecer traz uma questão maior – a morte. Caminhamos para ela desde que nascemos, mas esquecemos disso para poder viver. À medida que envelhecemos nos aproximamos mais desse destino indesejado, inevitável. Paradoxalmente, envelhecer é a única alternativa – mas pode ser também ser a melhor. Não que as mulheres tenham um pavor, ou medo maior do que os homens com o passar dos anos. Só é mais pesado para as mulheres do que para os homens. Em uma sociedade em que a beleza é um valor cultuado, desejado, e tem como premissa a juventude, o corpo esbelto, sarado, perder isso é doloroso. Não há como impedir o envelhecimento, mas podemos atenuar, adiar e às vezes até apagar algumas marcas dele. Cuidar desse todo é buscar vida. Nunca medo de envelhecer.



Entrevista com Wolf Maya



Produções grandiosas, cenas emocionantes e ritmo intenso são marcas registradas de Wolf Maya, que assina a direção-geral e de núcleo de ‘Cinquentinha’. É com muito entusiasmo que ele fala sobre o novo projeto com o autor Aguinaldo Silva, com quem trabalhou na novela ‘Duas Caras’ (2007). “É uma comédia contemporânea sobre mulheres fortes, suas famílias, seus amores, seus trabalhos, sonhos e expectativas”, diz. “Apesar de o título ‘Cinquentinha’ se referir a uma possível partilha de 50% da herança de um marido falecido, tratamos de revelar o perfil desta mulher moderna em sua segunda fase de vida e seus relacionamentos”, completa ele, que é também publisher, ator e diretor de teatro.



Wolf atuou e dirigiu nas novelas ´Barriga de Aluguel´ (1991), ´O Amor Está no Ar´ (1997), ´Cara e Coroa´ (1995), ´Uga Uga´ (2000) e na minissérie ´O Quinto dos Infernos´ (2002) e foi responsável pela direção de ´Desejo´ (1990) e ´Hilda Furacão´ (1998) e de mais de 20 novelas, entre elas ´Esplendor´ (1999), ´Pecado Capital´ (1998), ´Salsa e Merengue´ (1996), ´A Viagem´ (1994), ´Kubanacan´ (2003), ´Senhora do Destino´ (2004) e ´Cobras e Lagartos´ (2006).



Qual é o diferencial de ‘Cinquentinha’?

Wolf Maya: Vamos revelar como está esta jovem mulher brasileira madura. É tratado como uma comédia, mas vamos mostrar a revolução que a mulher contemporânea provocou com sua liberdade.



O projeto nasceu como um seriado e virou minissérie. Que desafios isto traz para a direção do programa?

Wolf Maya: A ideia original era um programa por semanas, mas a forma de o Aguinaldo Silva e Maria Elisa escreverem tem um tom sequencial. Seria impossível não apresentar os capítulos com assiduidade. O espectador ficaria ligado nos ganchos, na continuidade destas histórias. São três núcleos com famílias diferentes, comportamentos distintos, mas com os mesmos problemas.



Haverá alguma diferença na direção e na fotografia para cada uma das cinquentinhas?

Wolf Maya: Elas são muito diferentes, mas essa relação delas de trabalho, família e amor é um triângulo principal que as une. A diferença é que uma é atriz, que tem uma vida muito original. A outra é uma ex-hippie, que viaja muito. Tem outro tipo de pensamento e forma de ver a vida. A terceira delas é uma fotógrafa, que se relaciona com o mundo jovem. Ainda tem uma quarta surpresa que chega mais tarde.



Você já trabalhou com alguns atores da minissérie. Como está sendo retomar esta parceria?

Wolf Maya: Muito dos atores foram “inspiradores” do Aguinaldo. Nós já nos conhecemos há muito tempo. Isso ajuda muito no processo de criação – “dá uma verdade”. Retomar esta parceria é um prazer.



E a parceria com o Aguinaldo? Como foi o convite para assumir a direção do programa?

Wolf Maya: Aguinaldo Silva é um dos grandes autores do Brasil. Ele tem uma trajetória espetacular e se renova o tempo inteiro. E tento ser assim também, tenho sempre um olhar para algo que ainda não foi feito. Gosto de conviver com os jovens, tenho uma escola de atores. Esse convite tem a ver com o meu temperamento, minha história com o Aguinaldo Silva e a nossa forma de ver a vida. A gente se vê um pouco responsável em contar a nossa época.



Você é conhecido e respeitado por lançar grandes atores. Quem são os lançamentos da minissérie?

Wolf Maya: Na verdade lançar atores não é só encontrar jovens talentos. Trabalho na minissérie, por exemplo, com o Luis Melo, que há 10 anos já era um ator consolidado, com muito sucesso no teatro, mas que o público da TV não conhecia. Tem lançamentos que já são grandes parcerias do teatro, tem um professor da minha escola – o André Garolli – que nunca fez televisão e é um excelente ator desconhecido. E também atores com quem estou voltando a trabalhar, como a Tatyane Goulart, Betty Lago e Dani Winits. Tem ainda o Rafael Cardoso, que vem de um trabalho maravilhoso no cinema.



Algumas cenas de ‘Cinquentinha’ são grandes eventos, com muitos atores em cena. Você é especialista neste tipo de cena, que costuma dar trabalho. Qual a maior dificuldade?

Wolf Maya: ‘Cinquentinha’ realmente tem cenas com muitos atores porque em mais da metade dos episódios eles vivem juntos em uma mansão. Lembra muito marcações de teatro de comédia e de grandes clássicos. Faço um pouco inspirado nisso, gosto de marcar atores e isso dá um dinamismo ao projeto. O Aguinaldo já escreveu ‘Cinquentinha’ prevendo esta minha forma de realizá-la.



Como foi a escolha das locações externas de ‘Cinquentinha’? Por que Santa Teresa, Barra e Pier Mauá?

Wolf Maya: ‘Cinquentinha’ acontece no atual Rio de Janeiro, então temos algumas locações características da cidade. Santa Teresa porque temos um personagem que vive em uma “sociedade alternativa”, distante do centro energético da cidade, que tem ainda um certo romantismo. Santa Teresa lembra isso. Temos personagens que vivem neste ambiente de mansões, por isso algumas locações na Barra da Tijuca. O Pier Mauá representa uma revitalização do Rio de Janeiro, e lá montamos o estúdio da fotógrafa. De certa forma, estamos colaborando com esta revitalização. Temos ainda uma mansão no Alto da Boa Vista, é um Rio mais antigo e tradicional. Outro personagem tem uma história em uma comunidade, de quem vê o Rio de Janeiro de cima. A ideia foi mostrar o Rio com todas as suas faces, as suas diversidades.



Como será a trilha sonora de ‘Cinquentinha’?

Wolf Maya: Nossa trilha é muito ágil, contemporânea. Estamos trabalhando com a música do momento, a que ainda será lançada. Isto nos traz muitas possibilidades, mas a pulsação de ‘Cinquentinha’ é pop.



Perfil dos Personagens



Daniel Lopes de Carvalho (José Wilker) – O ex das três. Empresário de sucesso, é um homem muito rico, educado, elegante e extremamente sedutor. Pouco conviveu com os filhos, mas nunca faltou com a pensão deles. Também cuidou, através de seu grande amigo e advogado Joaquim, para que os filhos recebessem sempre bons presentes no aniversário e Natal. O mesmo Joaquim recebeu a cada separação de Daniel a tarefa de resolver os problemas legais e tudo mais que dissesse respeito às ex. Quando descobre que sua vida está por um fio, Daniel faz um testamento que instiga suas ex à convivência e, por tabela, seus filhos e netos.



Lara Romero (Susana Vieira) – Atriz. Primeira ex-mulher de Daniel. Diva por excelência. Exuberante, escandalosa, extravagante e uma consumista voraz. Lara é uma overdose de si mesma. Profissional rigorosa e exigente ao extremo, angariou algumas antipatias entre os colegas. Mas isto não importa, o que interessa é a legião de fãs que a ama. Não deixou a filha ser mais do que sua eficiente, previdente e devotada secretária. A neta ela nunca conseguiu dominar, e os inúmeros amores e amantes só por algum tempo. Obcecada com a ideia de não envelhecer, é adepta de todos os tratamentos rejuvenescedores faciais e corporais.



Celina Romero Lopes de Carvalho (Thaís de Campos) - Filha de Lara e Daniel, e mãe de Bárbara. Abafada e anulada pela mãe, é seu exato oposto. Fala baixo e pouco, até porque Lara sempre se adianta falando por ela. É organizada, caprichosa e muito eficiente na administração doméstica e no secretariado da mãe. Praticamente a única expressão de vida própria foi ter sido mãe muito jovem e se recusar a revelar quem é o pai de sua filha, com quem é extremamente amorosa. Mas, atropelada por Lara, pouco exerceu a função de mãe, esteve sempre mais no lugar da irmã mais velha que ajuda a cuidar da caçula.



Bárbara Romero Lopes de Carvalho (Monique Alfradique) - Neta de Lara, filha de Celina e não se sabe quem. Bárbara é uma menina doce, decidida, alegre e cheia de vida. Adora a mãe, mas tem pena por ela ter se deixado anular. De temperamento forte, desde pequena tem embates com a avó. As duas discutem, brigam, mas se gostam. Lara não confessa, mas se orgulha da personalidade forte de Bárbara. Ela é o ponto de equilíbrio entre a mãe e a avó.



Bruno Vilela (Daniel Ávila) - Namorado de Bárbara, de quem é vizinho de condomínio. Bonitão e falante, é marrento, ambíguo e escorregadio. Não há muitas dúvidas de que é mesmo o típico pitboy.



Edson (Rogério Barros) - O motorista de Lara.



Mariana Santoro (Marília Gabriela) - Segunda ex-mulher de Daniel. Fotógrafa reconhecida internacionalmente, brilha atrás das câmeras e na vida. É uma mulher marcante, inteligente, cheia de opiniões. De um bom gosto irretocável, e olhar apurado para o belo. Tudo ao seu redor revela a preocupação com a estética – o trabalho; a casa; a mesa; os homens com quem se envolve. Por tudo isso, Mariana luta ferozmente contra as marcas do tempo, e ao homem maduro prefere o jovem mancebo, verdadeiro elixir da juventude. Adora conviver com pessoas mais jovens. Entende-se muito bem com o neto, até o dia em que Gabriel a flagra com seu melhor amigo.



Becky Santoro Lopes de Carvalho (Danielle Winits) - Filha de Mariana e Daniel. Mãe de Gabriel e ex-mulher de João Alfredo. Veterinária competente e bem sucedida, dona de uma clínica de renome. Becky acha que é mais fácil lidar com bichos do que com pessoas. É bem humorada, charmosa e bonita. Depois da separação teve vários namorados, o problema é que sua dedicação ao trabalho acaba sempre com seus relacionamentos.



Gabriel Lopes de Carvalho Flores (João Pedro Zappa) - Neto da fotógrafa, filho de Becky e João Alfredo. Está na difícil fase em que não é mais garoto e ainda não é um homem. É inteligente, sensível e romântico. Quer ter uma namorada de quem goste de verdade. E quer ser cineasta, para horror de seu pai.



João Alfredo Flores (André Garolli) - Ex-marido de Becky, pai de Gabriel. É economista, não perde a oportunidade de citar números, índices e taxas, sempre num tom professoral. É rígido e muito exigente com o filho, coisa que não facilita a relação dos dois. Nunca perdoou Becky por dar mais atenção à carreira e “aos seus bichos” do que a ele; nem a ex-sogra, por jamais levá-lo a sério.



Eduardo (Rafael Cardoso) - Melhor amigo de Gabriel. É fascinado por Mariana que o chama de “tesouro da juventude” porque é jovem, bonito e cheio de disposição. Depois que ela o “expulsa” de sua vida, vai passar a persegui-la.



Leila Fratelli (Ângela Vieira) - Jornalista, amiga de Mariana. Foi correspondente na Europa durante muito tempo. Nesse período abriu seu leque de opções para a vida. É uma mulher forte, decidida e obstinada. Um encontro casual com Mariana deu a Leila a certeza de ter encontrado sua alma gêmea.



Rejane Batista (Betty Lago) - A terceira ex-mulher de Daniel, a única de fato com quem foi casado legalmente. Mãe de Daniel, avó de Vanessa. É das três a única que não tem profissão. Já tentou todo tipo de negócio, sempre na linha do alternativo. É religiosa, mística, crente, crédula e totalmente perdida na vida. Das três, a mais fácil de enganar, a mais vulnerável, a mais inocente. Completamente falida, sem ter onde morar, ela é a primeira a aceitar o desafio proposto pelo ex em testamento. Afinal, ela não tem mesmo nada a perder.



Daniel Lopes de Carvalho Júnior (Bruno Garcia) - Filho de Rejane e Daniel. Herdou o nome do pai e, até onde se sabe, é o único filho homem, mas nem por isso próximo dele. É verdade que na época da escolha vocacional, Daniel pai tentou se aproximar e convencer Júnior a estudar algo que o levasse um dia à presidência das empresas. Júnior optou por Engenharia, mas a de petróleo que o levaria para bem longe do pai, e da mãe, se possível.



Vanessa (Tatyanne Goulart) – Neta de Rejane, filha de Daniel. Adora o pai e cedo aprendeu a manipulá-lo, assim como dobra com facilidade a avó. Apaixonada por Olhão, está disposta a fazer o que for preciso para ficar com ele.



Janaína (Zezé Motta) – Mais conhecida como Naná, foi babá de Júnior e depois um misto de cozinheira, governanta e babá de Rejane. As duas implicam uma com a outra, mas se adoram. Naná não só faz parte da família como é fundamental para o equilíbrio dela.



Olhão (Fabrício Santiago) - Namorado de Vanessa. Traficante do morro dos Prazeres. Quer crescer na “profissão”, cobrir de ouro sua princesa do asfalto e ficar dono do pedaço e adjacências.



Fátima (Daniela Valente) - É daquelas mulheres entronas que no primeiro dia deixa a escova de dentes, no segundo uma muda de roupa, e no terceiro se muda com filho e bagagens para a casa do namorado. Quer desesperadamente chegar aos 30 anos com um marido ao seu lado.



Leonor Berganti (Maria Padilha) - A quarta ex, prima de Rejane (Betty Lago), que teve um caso com Daniel em uma visita ao Brasil. Tão ‘cinquentinha’ quanto as outras. Mora grande parte do ano num palácio em Firenze, que pertence há séculos à família de seu marido, o italiano Giancarlo Fontine Berganti. Ou melhor, conde Berganti, pois ele é o único herdeiro de uma família nobre, multimilionária, dona de vinícolas, vilas e casas por toda a Europa. Tudo isso permitiu ao conde o privilégio de nunca trabalhar. Ele morreu acreditando que o filho era seu. E Leonor acreditou que, depois de um longuíssimo casamento, mais que um estado civil, a viuvez seria um estado de graça. Mas bastou enterrar o marido para descobrir que a família estava tão falida que não lhe sobrara nem onde morar. Não tinha outra opção além de voltar com o filho para o Brasil e usar a carta que há anos tinha na manga.



Carlo Berganti (Pierre Baitelli) – O suposto quarto filho de Daniel. Bonito, educado, requintado e elegante. Até se descobrir pobre e filho bastardo. Sua chegada com a mãe vai alterar totalmente o rumo da história. E Carlo contribuirá de modo fundamental para isso, pois vai jogar pesado para afastar todos e assumir sozinho os negócios de sua nova família.



Joaquim Coutinho (Luis Melo) - Advogado, amigo de longa data e confidente de Daniel. É um homem inteligente, charmoso, elegante e reservado. É odiado pelas três ex, que tinham ciúmes da amizade dele com Daniel. Todas tentaram afastar os dois amigos, mas as três saíram da vida de Daniel e a amizade deles permaneceu. Eleito por Daniel seu testamenteiro, as três terão que conviver com ele. E, por fim, tentar conquistá-lo como aliado.



Claus (aliás, Claudionor) Martinez (Dalton Vigh) – Roteirista e autor teatral. Amigo das três ex, e ético o suficiente para não comentar sobre uma com a outra. Afinal, elas, seus filhos e os netos são a família que elegeu para si. Conquistador, solteiro convicto, e alternativo mais por questão financeira do que por vocação. É um bom sujeito, dono de uma alma generosa.



Sebastião Batista (Emiliano Queiroz) – Mordomo, a quem o patrão chama de James. Começou cedo a trabalhar na casa Daniel. Fiel escudeiro do patrão, serviu as três ex-mulheres e conhece bem os segredos de cada uma delas.



Doutor Júlio Catão (Cássio Reis) - O médico de Daniel, uma das testemunhas do testamento feito por Daniel. Vai chamar a atenção de Becky.



Leontina da Silva (Maria Helena Pader) - Empregada da casa de Daniel.



Eliete Queiroz (Paola Crosara) – A jornalista que a todo custo tenta desvendar o grande mistério de uma das cinquentinhas, sua verdadeira idade.



Marcella (Laura Proença) - Secretária executiva designada para ficar à disposição das três.



Fotógrafo (André Dale) – Fotógrafo de Eliete.



Sávio (Ítalo Guerra) - Amigo de Gabriel.


Por Rachel Cardoso.


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