O casamento de Dalva e Herivelto chega ao fim



Após o início do romance com Lurdes (Maria Fernanda Cândido), Herivelto Martins (Fabio Assunção) começa a viver um dilema: ele quer se casar com a aeromoça, mas sabe que a separação de Dalva de Oliveira (Adriana Esteves) certamente significará o rompimento do ‘Trio de Ouro’ e ele precisa do dinheiro que ganha com o sucesso musical. O compositor, portanto, sustenta esta situação dupla durante algum tempo. Isto acontece até 1949, quando embarca em uma turnê na Venezuela, viagem que se torna a gota d’água para o fim da união profissional e pessoal entre ele e Dalva.

A viagem foi planejada por Dercy Gonçalves (Fafy Siqueira). Sua companhia vai se apresentar em Caracas, na Venezuela, e ela convida o ‘Trio de Ouro’ para participar da turnê. Dalva encara a viagem como uma chance de reconquistar Herivelto, pois ele estará fisicamente bem distante de Lurdes. O resultado, no entanto, é desastroso, tanto do ponto de vista artístico, quanto do pessoal. A tradicional plateia estrangeira repudia as ousadas apresentações de Dercy, e Dalva de Oliveira e Herivelto Martins rompem de fato o relacionamento. O casal tem uma última noite juntos, porém, ao acordar, Dalva vê que Herivelto não está mais ao seu lado. Ele a abandona e vai ao encontro de Lurdes. A cantora percebe que perdeu o grande amor de sua vida para sempre.

A minissérie ‘Dalva e Herivelto, uma canção de amor’, da autora Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Dennis Carvalho, estreia no dia 04 de janeiro de 2010. As cenas em que Dalva e Herivelto rompem o casamento devem ir ao ar na quarta-feira, dia 06.


Foto: Dercy Gonçalves (Fafy Siqueira) e Herivelto Martins (Fabio Assunção) - Crédito da foto: TV Globo/ Renato Rocha Miranda



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Clipe DO-RE-MI FABRICA

No dia 23 de dezembro, logo após ‘Viver a Vida’, estreia ‘Dó-Ré-Mi-Fábrica’, especial de final de ano da Rede Globo, com autoria de Péricles Barros, direção de núcleo de Denise Saraceni, direção de Flávia Lacerda e grande elenco: o protagonista Maicom, Lázaro Ramos, Nathália Dill, Chico Diaz, Alexandre Nero e Ana Paula Bouzas. Voltado para o público infantil, o programa traz elementos brasileiros e um argumento universal para contar a saga de Ludovico (Lázaro Ramos), um inventor de instrumentos musicais inusitados, e de Tom (Maicom), um menino pobre. Os dois travam uma verdadeira batalha para convencer alguns empresários a investir na música e no sonho e assim salvar uma empresa muito peculiar da falência: a Dó-Ré-Mi-Fábrica.

Assista agora, com exclusividade, ao clipe de apresentação do programa:

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A PRINCESA E O VAGABUNDO

Uma trama com muita ação, humor e emoção. Dia 01 de janeiro estreia ‘A Princesa e o Vagabundo’, especial de final de ano da Rede Globo, com Renato Aragão, livremente inspirado na história da princesa Anastácia. A autoria é do próprio Renato Aragão com Paulo Cursino, Marcius Melhem e Paula Amaral, a redação final, de Paulo Cursino, a direção-geral de Marcus Figueiredo e a direção de núcleo de Jayme Monjardim.

‘A Princesa e o Vagabundo’ conta a história do pequeno e fictício reino da Landinóvia, governado pelo Rei Lindolfo (Herson Capri) e pela Rainha Valentina (Maria Fernanda Cândido) . Na época das conquistas napoleônicas, esse reino é invadido e a recém-nascida princesa Lili (Livian Aragão) salva pelo vagabundo Didi (Renato Aragão).

Lili cresce sem saber que é uma princesa, mas, ao descobrir, faz de tudo para expulsar as tropas invasoras e recuperar o reino que era de sua família. Nessa missão, ela conta com a ajuda atrapalhada de Didi e seu inseparável ratinho Voltaire (animação 3D). “Nós caprichamos muito nesse especial. A qualidade da animação está ótima e conseguimos reunir um elenco incrível. É um programa para a família toda começar 2010 com esperança e alegria”, explica Renato Aragão.

Entrevista com o autor Paulo Cursino

Parceiro de Renato Aragão há mais de dez anos, Paulo Cursino participou dos roteiros dos filmes: ‘O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili’ (2006), ‘Didi: o cupido trapalhão’ (2003) e ‘O trapalhão e a luz azul’ (1999). Cursino também foi redator de séries de humor como ‘Sai de baixo’ (1996) e ‘Sob nova direção’ (2003).

Como nasceu o especial e a ideia de misturar animação com imagens reais?
Paulo Cursino: O especial nasceu de uma ideia do Renato que adora misturar elementos de tramas conhecidas, sempre resultando em algo bem original. Já o conceito de misturar animação com imagens reais veio de uma necessidade. A princípio, o Renato havia pensado num cachorro como companheiro inseparável de Didi. Como não tínhamos muito tempo disponível, achamos que seria melhor um animal menor. Assim surgiu o ratinho Voltaire, que é todo em 3D e já vem treinado e com o texto decorado diretamente da prancheta dos animadores!

Você pode citar alguns ícones, filmes, livros ou pessoas que serviram de inspiração para o texto?
Paulo Cursino: A trama é livremente inspirada na história real de Anastasia Romanova. Mas há também toques de Charles Dickens e até de Chaplin. O mais difícil mesmo foi ambientar o período napoleônico. Tivemos que consultar vários livros para termos mais precisão histórica.

O especial traz um universo fantasioso e aborda valores como bondade e humildade. Que mensagens tem o programa?
Paulo Cursino: Acho que este é o especial menos fantasioso que já fiz com o Renato. Tirando um ratinho que anda sobre duas patas e age como gente, todo o universo é bem realista. Como em tudo que o Renato faz, há a valorização da humildade e da solidariedade. Mas neste programa fomos além, passando a importância da luta por um ideal. O personagem Didi no início da história é alguém que não quer se envolver em discussões políticas ou revoluções mas, quando a situação aperta, é obrigado a tomar partido e se engajar.

Qual a importância do ratinho Voltaire na história?
Paulo Cursino: Ele é fundamental! O ratinho Voltaire é pura metáfora, não foi por acaso que escolhemos este nome. O Voltaire verdadeiro foi um dos pais ideológicos da Revolução Francesa que tinha como lema a igualdade, a liberdade e a fraternidade. E, apesar de ser apenas um ratinho, o nosso Voltaire é livre, justo e fraternal. Ele representa a esperança em meio ao caos.

Entrevista com o diretor Marcus Figueiredo

Diretor, roteirista e ator, Marcus Figueiredo é mais um parceiro no time de Renato Aragão. Os dois trabalham juntos há cinco anos. Figueiredo dirigiu os filmes : ‘Didi, o caçador de tesouros’ (2006), ‘O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili’ (2006) e ‘O Guerreiro Didi e a Ninja Lili’ (2008). Na Rede Globo, estiveram juntos nos especiais 'Poeira em Alto Mar' (2008), 'Deu a Louca no Tempo' (2009) e 'Acampamento de Férias' (2009).

O especial mistura imagens reais com animação em 3D, como foi a experiência de dirigi-lo?
Marcus Figueiredo: A imagem por computação gráfica é extremamente libertadora para o diretor, já que com ela podemos ambientar nossas histórias em lugares fantásticos, fantasiosos e mágicos. No caso de ‘A Princesa e o Vagabundo’, precisávamos criar um país, a Landinóvia, e ambientá-lo na Europa napoleônica do início do século XIX. Criamos uma vila totalmente virtual sendo invadida pelas tropas de Napoleão e o resultado ficou incrível.

Como se deu a escolha do elenco de "A Princesa e o Vagabundo"?
Marcus Figueiredo: Conseguimos uma composição maravilhosa graças ao diretor de núcleo Jayme Monjardim, ao Renato e às nossas produtoras de elenco Frida Richter e Dani Ciminelli. Acho que não poderíamos estar mais felizes com esse elenco.

Como é a parceria com o Renato Aragão?
Marcus Figueiredo: Renato é um grande ator multimídia, sempre presente em todas as etapas do processo, desde a concepção até a finalização. Trocamos muitas opiniões e ele é extremamente democrático. Trabalhamos juntos há mais de cinco anos e tenho muito orgulho dos nossos produtos no cinema e aqui na Rede Globo.

Quais as principais características do especial?
Marcus Figueiredo: Cada aspecto do projeto foi feito com esmero e carinho para que obtivéssemos um resultado final incrível. Casting, fotografia, figurino, caracterização, cenografia, direção de arte, produção, efeitos, tudo foi conduzido por profissionais experientes e comprometidos com as demandas da direção. Mas a inovação é a grande característica. Nosso ratinho 3D estará em quase 160 momentos do especial, haverá uma cena de mais de um minuto de duração na qual todo o cenário ao redor dos atores é virtual, e obtivemos um realismo surpreendente.

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Clipe de Cinquentinha

DÓ-RÉ-MI-FÁBRICA

Uma história com elementos brasileiros e sentimentos universais. Um programa que faz um tributo à música e aborda o direito da criança ao sonho. Na quarta-feira, dia 23, após a novela das oito, vai ao ar ‘Dó-Ré-Mi-Fábrica’, especial de final de ano da Rede Globo, com autoria de Péricles Barros, direção de núcleo de Denise Saraceni, direção de Flávia Lacerda e concepção musical de João Falcão. Voltado para o público infantil, o programa conta como a música pode mudar a vida de todos, mas, principalmente, dos protagonistas Tom (Maicom) e Ludovico (Lázaro Ramos). O primeiro vem de uma família pobre, sonha ser artista e tira do lixão municipal parte de seu sustento. Já o segundo é um grande inventor de instrumentos musicais, sócio de seu irmão gêmeo Arquimedes (Lázaro Ramos) numa empresa única, porém, à beira da falência: a Dó-Ré-Mi-Fábrica.



Piano de bolso; Berimbola Elétrica - metade berimbau, metade bola de futebol; AquaSax Tenor, um saxofone que faz concertos sub-aquáticos. Imaginação não falta a Ludovico para produzir instrumentos com sons variados. O único problema é que eles nunca dão lucro. E este é exatamente o motivo das desavenças rotineiras entre os dois irmãos. A secretária Viola (Nathália Dill) ainda tenta apartar as brigas, mas Arquimedes (Lázaro Ramos) bate sempre na mesma tecla: construir uma máquina de ringtones para celular lhe parece um negócio mais rentável. Isto, claro, até o destino pregar mais uma de suas peças.



Um dia, enquanto Tom (Maicom) fazia uma incursão ao lixão, a mais recente criação de Ludovico cai do céu violentamente aos seus pés: a Guitarra de Uma Corda Só. O instrumento único tinha sumido da fábrica misteriosamente e ninguém poderia imaginar a importância que ele teria na vida do menino. Perplexo e encantado, o pequeno logo descobre que poderia tirar sons variados daquele aparelho elétrico e não hesita em tentar seguir carreira artística. A mãe Elizeth (Ana Paula Bouzas) é contra seu desejo, ele passa por dificuldades com o pseudo-empresário Zanata (Chico Diaz), que tenta obrigá-lo a se apresentar em público, mas não há nada que o impeça de perseguir seu sonho. Nem mesmo sua timidez.



É com pânico da platéia que Tom (Maicom) foge de Zanata (Chico Diaz) e tem sua guitarra atropelada. Porém é também neste momento que percebe um endereço estampado no instrumento. E não demora muito para ir até o local pedir ajuda. O menino conversa com o Gramofone (Lenine), desce pela tampa redonda de um bueiro até um andar subterrâneo, abaixo do nível da calçada, onde se localiza a estranha porta da fábrica, e ganha um grande companheiro: Ludovico. Depois deste encontro e de um belo duelo musical, ele e o inventor travam uma verdadeira batalha para convencer Lamartine (Alexandre Nero), gerente do banco, e alguns empresários a investirem na música, no sonho e, claro, na Dó-Ré-Mi-Fábrica.



Cenografia e Produção de Arte



Uma empresa mágica, um lixão municipal e uma cidade que mistura ricos empresários e moradores de uma favela. A diversidade marca os cenários do especial, assinados por Fernando Schmidt e May Martins, com Produção de Arte de Gustavo Feijó. Quem os vê percebe o cuidado e a pesquisa da equipe por trás de cada detalhe.



O universo lúdico e de encantamento da ‘Dó-Ré-Mi-Fábrica’ ganhou uma inspiração retrô e muita cor. Um galpão com colunas revestidas de chapa de aço enferrujada, paredes de tijolos, fiação e tubulação exposta se mistura a uma esteira de instrumentos musicais inusitados, dando o tom dessa realidade fantástica. Tubacleta, Aquafone, Berimbola Elétrica e Guitarra de Uma Corda Só foram aparelhos montados pela equipe e pelo artista plástico Sérgio Marimba. A fábrica parece também ter vida própria e, além dos sons das criações de Ludovico (Lázaro Ramos), faz barulhos bastante peculiares, representados por luzes de show.



Aos olhos do protagonista Tom (Maicom), a música está em todo canto, até mesmo no lixão. E retratar com poesia um ambiente tão duro foi um dos desafios da equipe. As referências saíram de diferentes lugares, como o lixão municipal do Rio de Janeiro, a África e os retratos do fotógrafo Sebastião Salgado. Outro detalhe interessante deste cenário é que todo o material veio de objetos recicláveis coletados dentro da Central Globo de Produção.


A pequena favela e a cidade ao fundo foram ainda construídas em uma escala menor, com pé direito com cerca de 2 metros, para que os morros de lixo parecessem maiores e mais volumosos na visão do menino.



Na rica casa de Arquimedes (Lázaro Ramos), outra curiosidade. Sem amigos, o empresário arruma sozinho e triste uma ceia de natal. E, para marcar bem este momento, as cadeiras da grande mesa do cenário trazem estampadas em seus encostos fotos dos antepassados do rapaz. As imagens são montagens que misturam feições de negros de destaque no Brasil e nos Estados Unidos com traços do Lázaro Ramos. Obama, Ray Charles, Dona Ivone Lara, Joe Jackson, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong e Mãe Menininha foram as personalidades escolhidas.



Figurino e Caracterização



Criatividade e fantasia marcam também os figurinos e a caracterização de ‘Dó-Ré-Mi-Fábrica’, assinados pela dupla Gogoia Sampaio e Helena Araújo e por Valéria Toth, respectivamente. Como não poderia deixar de ser, a música é a maior inspiração, mas o visual dos personagens remete também ao passado.



As características de cada personagem estão bem marcadas por roupas e acessórios. Os irmãos Ludovico e Arquimedes (Lázaro Ramos), por exemplo, nasceram gêmeos, mas apresentam perfis bem diferentes. O primeiro, irreverente, ganhou uma peruca com dreadlocks e um guarda-roupa em tons de verde, com casacas e coletes modernos. Já para compor o segundo, empresário sério e conservador, optou-se por cabelos lisos, uma lente de contato esverdeada, ternos e gravatas impecáveis.



Outra personagem com o visual interessante é Viola (Nathália Dill), que recebeu uma peruca ruiva e roupas inspiradas no instrumento que lhe nomeia. O desenho é diferenciado, com a cintura bem marcada e formas bem arredondas, com cores puxando para o marrom e o vermelho.



A forte caracterização dos personagens da Dó-Ré-Mi-Fábrica só se contrapõe à das pessoas do lixão, cujo fio condutor é a simplicidade. A família e os amigos de Tom (Maicom) têm uma palheta de cores entre o cinza e o azul, com um ar de panos gastos. As crianças que se juntam ao protagonista para um belo concerto de natal e criam suas próprias roupas na trama usam um figurino construído com material reciclável.



Entrevista com a diretora de núcleo Denise Saraceni

Primeira mulher a se tornar diretora de núcleo da Rede Globo, Denise Saraceni já trabalhou em 15 novelas, sete minisséries e 17 episódios de séries e casos especiais. Em 1979, estreou na emissora como assistente de produção do seriado ‘Malu Mulher’ e nestes 30 anos já assinou grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, como as novelas ‘Fera Radical’ (1988), ‘O Salvador da Pátria’ (1989), ‘Da Cor do Pecado’ (2004) e ‘Belíssima’ (2005) e as minisséries ‘Desejo’ (1990), ‘Memorial de Maria Moura’ (1994), ‘Engraçadinha, seus amores e seus pecados’ (1995), ‘A Muralha’ (2000) e ‘Queridos Amigos’ (2008). No ano passado, dirigiu também o especial ‘O Natal do Menino Imperador’, indicado ao Emmy Internacional Award 2009, e agora assina outro programa para o público infantil: ‘Dó-Ré-Mi-Fábrica’.



Que cuidados são necessários para dialogar com as crianças?



Denise Saraceni: Os especiais infantis permitem maior liberdade artística. Saímos do realismo exigido nos programas de TV e experimentamos um universo lúdico e mágico, descobrindo outra linguagem narrativa. A criança demanda mesmo uma renovação de linguagem, nos desafia e exige sentido e conteúdo voltado para o seu entendimento. E cada idade tem uma possibilidade de compreensão. Até seis anos, adotamos uma prática, de seis a 10, outra, e assim por diante. Este desafio é ainda maior porque fazemos programas para todas as idades. Voltamos agora do encontro do Emmy e fiquei maravilhada com o nível da competição. A produção inglesa levou a estatueta, mas eles têm preocupação e trabalho focados nesse universo há mais de 40 anos. No Brasil temos muito pouca experiência, mas não falta talento.

Dó-Ré-Mi-Fábrica traz um universo lúdico, fantasioso, mas também aborda a dura realidade brasileira com um sopro de esperança. Como está sendo o olhar da direção para contar essa história?



Denise Saraceni: Queremos falar exatamente sobre nós, brasileiros, trazendo um argumento universal. Todas as crianças do mundo merecem sonhar e realizar seus sonhos. Pelo menos terem instrumentos disponíveis como educação e conhecimento para chegar onde vislumbram. Nosso programa fala disso. Flavia Lacerda e eu fechamos o conceito ainda de que a música daria a alma desse especial. Nos encontramos com João Falcão e pedimos para que ele montasse uma trilha com a sonoridade brasileira e com o encantamento do rock, possibilitando, inclusive, ampliar um pouquinho a cultura musical de parte do nosso público. Nessa busca, encontramos o protagonista Maicom, síntese real da nossa Dó-Ré-Mi-Fábrica.


Como foi a escalação do elenco?



Denise Saraceni: O Maicom, como disse, é a síntese real do que estamos contando e valeu a pena trazê-lo para este time. Sempre pensamos também no Lázaro Ramos para este especial. Por isso ele interpreta irmãos gêmeos. Gostamos de desafiar nosso querido ator! Nathália Dill surgiu da necessidade de um encontro mediador cheio de ternura e sofisticação. Ela nos dá isso: é divertida, inteligente e afinadíssima. Uma graça! Já o Chico Diaz consegue fazer um vilão dentro do universo que desenhamos, sem passar do ponto, e o Alexandre Nero foi um convite divertido. Aliás, todos adoraram participar do especial exatamente por poderem experimentar outras linguagens.

O texto de Dó-Ré-Mi-Fábrica traz alusões ao filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e a grandes nomes da música. Quais foram as principais referências usadas pelas áreas de criação?


Denise Saraceni: Utilizamos mesmo como referência a primeira versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, quando tudo ainda era menos tecnológico. O Péricles (Barros) também sempre nos entrega textos com uma grande maturidade do universo infantil. Ele é um estudioso e apaixonado por roteiros para crianças. Mas é claro que o “Deus” de toda esta escola é o Chaplin.

O que o público pode esperar de Dó-Ré-Mi-Fábrica?



Denise Saraceni: Muita emoção! Os roqueiros, os eruditos, os populares. O final, com o grande concerto com os meninos do Afro Reggae, é impressionantemente brasileiro e forte. Aliás, como no especial do ano passado, ‘O Natal do Menino Imperador’, acho que é a força brasileira que explode em nossos programas.

Como é a parceria com a Flávia Lacerda e o Péricles Barros?



Denise Saraceni: É de total cumplicidade. Eles sempre me trazem projetos deliciosos, e eu confio plenamente na capacidade de compreensão do processo coletivo de criação. Os dois entendem o meu jeito e é maravilhoso perceber que só crescemos com isso. Os telespectadores, claro, também lucram. Tomara que conquistemos cada vez mais espaço para criar pequenas séries para o público infanto-juvenil!

Entrevista com o autor Péricles Barros

Formado em Publicidade, Péricles Barros atua como roteirista da Rede Globo desde 1995. Ao longo desses anos, escreveu dezenas de episódios de seriados de humor de grande sucesso no Brasil, como ‘A Grande Família’ e ‘Sai de Baixo’. Apaixonado pelo universo infantil, também foi roteirista de diversos programas desta categoria, entre eles ‘Caça Talentos’, ‘Xuxa no Mundo da Imaginação’, ‘Turma do Didi’ e a minissérie infantil ‘A Terra dos Meninos Pelados’. No ano passado, escreveu o especial ‘O Natal do Menino Imperador’, sobre a infância do último monarca brasileiro, finalista do Emmy International Award 2009.

Como vê o universo infantil? Que cuidados são necessários para dialogar com as crianças?



Péricles Barros: Minha preocupação principal ao criar personagens e histórias para o público infantil é respeitar a inteligência e o ritmo da criança. Acho fundamental a história ser relevante, o que é um desafio num momento em que a molecada tem um zilhão de opções e informações. Por isso, é necessário estar sensível e bem informado quanto ao universo de interesses das crianças. Acho prioritário encantá-las e, ao mesmo tempo, diverti-las. O humor é um elemento importante em tudo que escrevo. E também a emoção. Afinal, a sensibilidade das crianças não pode ser esquecida. A infância é uma fase da vida cheia de descobertas, ritos e conflitos internos. Isso deve estar presente em uma história para cativar meninas e meninos. Outro aspecto que me interessa é trazer elementos de "brasilidade" - ou da nossa realidade - à história e aos personagens. Mas, apesar de Dó-Ré-Mi-Fábrica ser uma história de Natal criada para encantar a garotada, a trama, os personagens e a atmosfera vão atrair toda a família.

Que mensagens e valores quer passar com o programa?



Péricles Barros: Além de ser um tributo à música, o programa trata do direito da criança ao sonho, representado pela música. Acredito que todos - uns mais; outros, menos - tenham potencial musical. O panorama está mudando, graças a tantas escolas de música informais espalhadas em comunidades, mas, no Brasil, o acesso à educação musical ainda é um tanto restrito. Se toda criança - rica ou pobre - pudesse, desde cedo, desenvolver seu potencial criativo, nosso país teria ainda mais talentos musicais. E alguns desses meninos, como o Tom, do especial de fim de ano, ganhariam até um ofício, uma profissão, uma forma de ter alguma renda, trabalhando com música. Sonhar é necessário. Tom e Ludovico, personagens do especial, sabem bem disso.

O texto do especial é repleto de referências e imagino que remeta um pouco a seus gostos e vivências pessoais. Vc pode citar alguns ícones, filmes, livros ou pessoas que serviram de inspiração para o texto de Dó-Ré-Mi-Fábrica? Como nasceu a ideia do especial?



Péricles Barros: Em "Tigresa", Caetano Veloso já cantava "Como é bom poder tocar um instrumento". Por experiência própria, concordo inteiramente com ele. Toco guitarra desde os 15 anos de idade. Já tive banda de rock nos anos 80 e tenho algumas composições gravadas. Sou parceiro de Cazuza, por exemplo, na música "Baby Suporte", gravada pelo Barão Vermelho, e meus irmãos trabalham com grandes artistas da música brasileira. Um, com o Frejat; outro, com Marisa Monte e Maria Bethânia. De quebra, convivi desde cedo com nomes da música erudita brasileira, como o grande maestro Isaac Karabtchevisky, pelo fato de meu pai ser o criador e diretor do Projeto Aquarius (tradicional série de concertos de música clássica). Ou seja, a música pulsa em minhas veias tanto quanto a teledramaturgia. Unir as duas coisas - música e roteiro para TV - era um desejo antigo, que sabia que realizaria em algum momento. Faltava, no entanto, a história, que nasceu a partir de um antigo pensamento meu: "E se eu tivesse uma guitarra que tocasse sozinha e me transformasse num músico virtuoso?". Esse foi o ponto de partida. Assim como outros filmes lúdicos, a primeira versão de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (dos anos 70, com Gene Wilder) marcou a infância de toda a minha geração e, é claro, que me inspirou também, mas apenas em relação ao ambiente atraente e encantador da fábrica de instrumentos de Ludovico e Arquimedes. A história narrada no especial tem a música/musicalidade como base. Ludovico e seus instrumentos criativos e originais têm mais de Carlinhos Brown do que de Willy Wonka. Outro filme do qual sou fã e que também mistura crianças e música é "Escola do Rock". O personagem de Ludovico apresenta uma irreverência que, para mim, remete ao personagem de Jack Black neste filme. Quanto ao personagem Zanata, um explorador de crianças talentosas, a inspiração foi a Raposa de "Pinóquio", filme a que costumo assistir com meu filho de três anos.

Tom, Ludovico e Viola estão, de certa forma, unidos pela música e trazem em seus nomes este universo. Como batizou os personagens? Você tem algum processo para defini-los?



Péricles Barros: Eu queria que tudo neste especial remetesse à música, sua cultura, seus rituais e seus mitos. Por isso o texto é cheio de referências e citações. Neste sentido, nada mais natural que os nomes dos personagens também remetessem a compositores e, no caso de Viola, a um instrumento. Mas a história não está presa a isto. Tanto que há personagens (como Arquimedes e Zanata) que batizei apenas pela sonoridade dos seus nomes. Uma curiosidade é que não por coincidência, o menino que encontra a Guitarra de Uma Corda Só chama-se Tom, que é o nome do meu filho também.



Como é sua rotina de trabalho? Opina sobre a escalação do elenco ou sobre a conceituação dos cenários e figurinos?



Péricles Barros: Minha rotina de trabalho varia de acordo com o programa que estou escrevendo e, principalmente, quanto aos prazos estabelecidos. De modo geral, sigo a ordem natural do desenvolvimento de um roteiro para TV: ideia, argumento, escaleta, diálogos, primeira versão do roteiro, e por aí vai. A partir disso, faço ajustes, cortes e acréscimos em função de questões de produção ou de sugestões do diretor. Em 15 anos na Rede Globo, entre os programas que escrevi, estão ‘A Grande Família’ (por três anos), ‘Sai de Baixo’ e ‘Turma do Didi’. Em 2009, escrevi ‘Vem Com Tudo’ (quadro de Regina Casé) e alguns episódios do seriado ‘Aline’. O roteiro de ‘Dó-Ré-Mi-Fábrica’, cuja ideia e título tenho há tempos, foi escrito a partir de janeiro desse ano, em paralelo ao meu trabalho em ‘Aline’. Quanto ao elenco, sugeri alguns nomes. Outros foram propostos por Denise (Saraceni) e Flávia (Lacerda). A escolha do Lázaro para protagonizar foi motivo de vibração para mim. Considero-o um dos maiores atores brasileiros da atualidade e ter um personagem meu interpretado por ele me dá prazer e calma. Imagine, então, ter logo dois personagens (como em Dó-Ré-Mi-Fábrica) vividos por ele! No caso do Maicom, o menino que interpreta Tom, que eu não conhecia, fiquei tranquilo ao vê-lo atuando no estúdio. Pedi à Denise que o personagem do Gramofone fosse interpretado por um artista musical e ela escalou o Lenine, de quem sou super fã.

Como é a parceria com a Denise Saraceni e a Flávia Lacerda?



Péricles Barros: Denise e Flávia são parceiras talentosas e experientes que respeitam o autor e o texto. Ao mesmo tempo, contribuem com ótimas ideias, sempre colocadas de modo gentil, claro e carinhoso. Neste especial, elas me trouxeram algumas sugestões importantes, que foram logo aceitas por mim, com grande prazer. E, como são criativas, Denise e Flávia sempre me surpreendem positivamente quanto ao modo como realizam minhas ideias. A equipe (de Produção de Arte, Figurino, Cenografia, Efeitos Visuais, Produção Musical, etc) escalada por Denise também deu show neste programa. O trabalho em TV é, por natureza, coletivo. Por isso, ter parceiras com a capacidade da Denise e da Flávia é uma sorte para um roteirista. Este nosso time já tem planos futuros que, no momento adequado, serão desenvolvidos.

Perfil dos personagens

Ludovico (Lázaro Ramos) - Um dos donos da Dó-Ré-Mi-Fábrica e descendente do fundador desta empresa tão especial, que há centenas de anos vem passando de geração para geração. É o inventor mais musical do planeta e também o mais descabelado. Apesar de criativo e original, Ludovico vive um drama: nenhum dos instrumentos que inventou agradou ao mercado, e a sua teimosia acabou contribuindo para a decadência da Dó-Ré-Mi-Fábrica. Apesar disso, segue alegre e esperançoso, certo de que a música é a magia da vida.

Arquimedes (Lázaro Ramos) - Irmão gêmeo e sócio de Ludovico na fábrica. É idêntico a ele apenas fisicamente, pois no resto é o oposto. Arquimedes é arrogante e egoísta e por isso os dois se detestam como gato e rato. Como sempre invejou o talento e a criatividade do irmão, prefere ver a empresa produzindo instrumentos convencionais às criações de Ludovico. O seu grande plano é tornar-se um bem sucedido empresário, dono de uma mega corporação de ringtones para celulares.

Tom (Maicom) - Aos 12 anos, enfrenta a dura realidade de catar coisas no lixão de uma metrópole para sobreviver, pois nasceu em uma família muito pobre e sem oportunidades. O talento inato do menino aflora em meio às dificuldades, revelando que Tom é um verdadeiro prodígio musical. Seu passatempo preferido é brincar de fazer música improvisando instrumentos com a sucata que encontra. Sensível, faz jus ao nome: é afinado e não sai do tom. Em suas mãos tudo é musicalidade e tira som até de uma tampa de panela. Tímido e inseguro, porém, ele nunca reage quando é mal tratado e sabe que, vivendo naquela pobreza, seguir uma carreira é apenas uma fantasia impossível. Isto até o dia em que uma estranha Guitarra de Uma Corda Só cai do céu, misteriosamente, bem a seus pés.

Viola (Nathália Dill) – A simpática e alegre mocinha trabalha como secretária dos dois irmãos na Dó-Ré-Mi-Fábrica, mas não disfarça sua predileção por Ludovico.

Zanata (Chico Diaz) - É um pseudo-empresário artístico desonesto e meio asqueroso. Um tipo corpulento, bem tosco e desajeitado. Zanata tem um carro caindo aos pedaços e com ele roda as cidades fazendo showzinhos duvidosos em bares e churrascarias que ficam na beira das estradas. Não é nada confiável e explora o talento alheio.

Elizeth (Ana Paula Bouzas) – A mãe de Tom é uma mulher pobre, marcada pela vida. Cria e sustenta sozinha seus três filhos, que a ajudam na coleta de alimentos e outras quinquilharias garimpadas no lixão. Preocupada com a refeição de cada dia, não vê com bons olhos o sonho de Tom, seu segundo filho, que quer se tornar artista e um dia viver da música.

Lamartine (Alexandre Nero) - Um típico engravatado formal e gentil. É gerente da agência bancária credora das mil e uma dívidas da fábrica de instrumentos de Ludovico e Arquimedes.


Crédito das fotos: TV Globo / Thiago Prado Neris

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CINQUENTINHA

Um milionário à beira da morte e uma grande herança a ser disputada por três inimigas, suas ex-mulheres. Por ironia do destino – e do falecido –, este trio terá que se juntar em uma grande disputa. Para vencer esta batalha, vale tudo. Até mesmo confiná-las em uma mansão, “em uma espécie de Big Brother inesperado”, nas palavras do autor Aguinaldo Silva. “Esta gincana é o fio condutor da história. Elas terão que provar que não são só fisicamente capazes, mas mentalmente também”, completa ele, que assina ‘Cinquentinha’ ao lado de Maria Elisa Berredo. A minissérie de oito capítulos, com estreia na Rede Globo dia 08 de dezembro, tem direção-geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Claudio Boeckel.



Nesta competição não faltarão segredos, flagras, intrigas, emoção, constrangimentos e uma boa dose de humor. “É uma comédia pop, picante e sofisticada. Teremos cenas grandiosas, mulheres modernas e um ritmo frenético”, adianta Wolf. ‘Cinquentinha’ tem no time das principais competidoras Lara (Susana Vieira), Mariana (Marília Gabriela), Rejane (Betty Lago) e, para surpresa do trio, Leonor (Maria Padilha). "São mulheres cuja idade passou dos 50 e chegou não se sabe onde, pois elas não dizem quantos anos têm nem mortas!", brinca Aguinaldo. Além de Daniel (José Wilker), dois homens circundam a vida dessas mulheres: o advogado Joaquim (Luis Melo), que tenta impor regras ao quarteto; e o roteirista e autor teatral Claus (Dalton Vigh), amigo - e às vezes amante - das três ex-esposas do falecido milionário em épocas diferentes.



As gravações da minissérie duraram quase três meses. Ao todo, foram gravadas 590 cenas, sendo muitas delas grandes eventos. As externas, que somam 220 cenas, aconteceram todas no Rio de Janeiro, divididas entre cais do porto, Santa Teresa, ruas do Centro, Barra da Tijuca, Copacabana e comunidade Tavares Bastos, no Catete. No estúdio, da Central Globo de Produção, a grandiosidade do projeto também esteve presente. Foram 370 cenas, em 16 cenários e 60 ambientes diferentes. “Em mais da metade dos episódios, muitos personagens vivem juntos em uma mansão. Nos inspiramos nos grandes clássicos do teatro para criá-la”, assinala Wolf, que contou com uma equipe de quase 150 pessoas, entre elenco e equipe de produção, para realizar o projeto.



O milionário



O ponto de partida da minissérie é o testamento do milionário Daniel (José Wilker), que deixa uma missão (quase) impossível para suas três ex-mulheres: inimigas, terão que se juntar para administrar seus negócios em crise e fazê-los prosperar novamente. No prazo de um ano, a que se sair melhor nas tarefas pré-estabelecidas ficará com 50% de sua herança – ‘cinquentinha’ de um grande patrimônio. Daniel (José Wilker) é um bem sucedido empresário do Rio de Janeiro. No momento, suas empresas enfrentam uma séria crise financeira que pode resultar em falência. Ao mesmo tempo, o sessentão Daniel descobre que um grave problema saúde pode levá-lo à morte a qualquer instante. Como nenhum dos três filhos – que ele pouco conhece - nunca se interessou por seus negócios, tem a ideia de promover a disputa entre as ex.



As competidoras



Lara (Susana Vieira) foi a primeira mulher de Daniel (José Wilker). Na época do casamento já era uma atriz famosa. Mais tarde se tornaria a grande diva da televisão brasileira, interpretando sempre personagens bem mais novos do que ela. Segue à risca a frase “as divas não têm idade”. Sua certidão de nascimento jamais foi encontrada pelos jornalistas que, em vão, tentam descobrir seu passado. “Ela é uma mulher forte, com atitude. E está sempre representando”, diz Susana Vieira.



O destino da atriz muda radicalmente quando, ao término de mais uma de suas novelas, ela é surpreendentemente demitida. Pela primeira vez, em muitos anos, está desempregada. Ela jamais poderia admitir isso para seu público, o que lhe gera um enorme conflito interior.



Lara se casou com Daniel (José Wilker) e com ele teve sua única filha - Celina (Thaís de Campos). Os dois romperam e nunca mais se falaram quando ela descobriu que Daniel a traíra com Mariana (Marília Gabriela), fotógrafa enviada a sua casa por uma revista para fazer fotos suas com a filha recém-nascida. A vida amorosa da diva sempre foi conturbada e ela resolveu colocar “um ponto final” em seus romances. Isto, claro, oficialmente. A verdade é que Lara (Susana Vieira) mantém um romance secreto.



Celina (Thaís de Campos) é o oposto da mãe: uma mulher de poucas palavras, muito discreta, e sem vida própria. Mas extremamente eficiente como secretária, administradora, e tudo mais que se refira à vida de Lara (Susana Vieira). Em um dos poucos momentos em que não esteve à sombra da mãe, teve uma filha, Bárbara (Monique Alfradique), cujo pai só será revelado ao longo da história.



Bárbara, a neta da Lara, é uma espécie de “consciência crítica” da família e não admite que a avó – que não permite ser chamada como tal – a coloque no centro de suas conspirações para parecer mais jovem. Bárbara (Monique Alfradique) cursa faculdade de Arquitetura e um de seus grandes sonhos é criar um projeto de casas populares. Ela namora o “pitboy” Bruno Vilela (Daniel Ávila), um de seus vizinhos de condomínio na Barra da Tijuca.



Mariana (Marília Gabriela), a segunda mulher de Daniel (José Wilker), é uma renomada fotógrafa. Sua história com o ex-marido começou quando foi fotografar Lara (Susana Vieira) e o conheceu. Logo depois, Mariana estava casada com Daniel. Depois do nascimento da filha, pronta para voltar ao trabalho, Mariana se viu diante de um dilema imposto por Daniel – casamento ou carreira. Mariana ficou com a segunda opção.



Com o empresário, ela teve Becky (Danielle Winits), atualmente dona de uma clínica veterinária. Assim como a mãe, é apaixonada por sua profissão. Recentemente separou-se de João Alfredo (André Garolli), economista com quem teve um filho, Gabriel (João Pedro Zappa).



Assim como aconteceu com Lara (Susana Vieira), uma vez separada de Daniel (José Wilker), Mariana não voltou a ter contato com o empresário. “Ela é uma mulher muito independente e diferente”, analisa sua intérprete, Marília Gabriela.



Ao ser flagrada pelo neto Gabriel (João Pedro Zappa) com o melhor amigo dele, Eduardo (Rafael Cardoso), Mariana se vê questionada e odiada por Gabriel. O jovem tem uma crise alérgica por conta do “episódio”. Desesperada, Mariana sai para arejar e acaba reencontrando em um bar uma antiga amiga: Leila Fratelli (Ângela Vieira). É o início de mais uma história de novas experiências e muita complicação para a fotógrafa.



Rejane (Betty Lago) é uma ex-hippie dos anos 70 e até hoje adepta de um estilo de vida alternativo. Foi a terceira mulher de Daniel (José Wilker). Ela está voltando do Caminho de Santiago – pela terceira vez – quando sabe que, durante uma tromba d´água em Nova Friburgo, um desabamento de terra destruiu sua casa. Rejane, então, resolve ir para a casa do filho, Daniel Júnior (Bruno Garcia), em Santa Teresa, e é neste contexto que recebe a notícia da morte de Daniel (José Wilker).



O romance deles começou durante uma rápida incursão de Rejane pela política, na época em que tentava fundar, com seus “companheiros de luta”, o Partido da Vida Alternativa. Ela é a única que de fato casou legalmente com o empresário. A união, como as outras de Daniel, não sobreviveu ao nascimento do filho do casal - Daniel Júnior (Bruno Garcia).



Ao chegar no Brasil, na casa do filho, Rejane encontra apenas a neta, Vanessa (Tatyane Goulart), com o namorado Olhão (Fabrício Santiago), morador do morro dos Prazeres. A jovem está absolutamente apaixonada e é capaz de fazer qualquer coisa para ficar ao lado dele. Daniel Júnior (Bruno Garcia) está na plataforma de petróleo onde trabalha 15 dias por mês. Janaína (Zezé Motta), que está com a família há anos e foi babá de Vanessa, também não está. Rejane vê na rebeldia da neta uma espécie de “prova” pela qual tem de passar.



Na casa do filho, Rejane (Betty Lago) ainda terá que “conviver”, mesmo que não diariamente, com a namorada de Daniel Júnior (Bruno Garcia), Fátima (Daniele Valente), uma mulher entrona e de rude franqueza.



Um homem especial



Roteirista de cinema e TV e autor de teatro, Claus (Dalton Vigh) é amigo íntimo – e foi eventual amante em épocas distintas – das três cinquentinhas. Solteiro convicto, jamais se casou e também não tem família. Foi a “figura masculina” constante na vida de Celina (Thaís de Campos), Becky (Danielle Winits) e Daniel Júnior (Bruno Garcia). Mais que um conselheiro, é companheiro de todas as horas e guarda muitos segredos de cada uma delas. Vai ajudar Lara (Susana Vieira) ao escrever uma peça de teatro a pedido dela; e estará ao lado de Rejane (Betty Lago) quando a amiga descobrir que perdeu sua casa. Com Mariana (Marília Gabriela), a relação é mais distante. Segundo Aguinaldo Silva, ele é o “segundo homem mais importante da vida delas”.



A quarta surpresa



As três já estão trabalhando na recuperação das empresas de Daniel (José Wilker) quando Leonor Bergantti (Maria Padilha) surge para ocupar seu posto na mansão do falecido. Ela é prima de Rejane (Betty Lago) e teve um relacionamento extraconjugal com Daniel (José Wilker) durante uma visita ao Brasil.



Antes de reaparecer, com dezenas de malas e um ar de incrível superioridade, Leonor morava grande parte do ano em Firenze. Era casada com o conde Giancarlo Bergantti, que faleceu deixando-a cheia de dívidas e sem ter para onde ir. A notícia da morte de Daniel (José Wilker) levou Leonor (Maria Padilha) a lembrar de “uma carta que tinha na manga”. Por isso, decidiu entrar na disputa pela herança. “Ela chega devagar, mas trazendo ainda mais conflitos”, adianta Maria Padilha.



O “trunfo” de Leonor é o filho Carlo (Pierre Baitelli), que o conde achava que era seu. No entanto é o mais novo dos herdeiros de Daniel. E, assim que chegar ao Brasil, não medirá esforços para também disputar a tão cobiçada herança.



A gincana



Por razões diferentes, as três heroínas são surpreendidas pela morte do ex-marido. Joaquim Coutinho (Luis Melo), advogado e confidente de Daniel (José Wilker), é quem dá a notícia do falecimento e quem as convoca, com seus respectivos filhos, para a leitura do testamento.



O empresário, sabendo que sua morte era questão de dias, providenciou um testamento inusitado, cuja assinatura foi testemunhada pelo seu médico Júlio Catão (Cássio Reis), seu mordomo Sebastião Batista (Emiliano Queiroz) e por Leontina (Maria Helena Pader), a empregada da casa. Segundo o documento, os três filhos de Daniel (José Wilker) têm direito a 50% de sua herança. Mas, até que suas mães cumpram a cláusula que as envolve, não receberão nada. E, caso elas não queiram cumpri-la, os outros 50% vão para obras de caridade.



Lara (Susana Vieira) e Mariana (Marília Gabriela) nem querem saber da oferta. Rejane (Betty Lago), após o espanto inicial, aceita o desafio para resolver dois de seus grandes problemas - falência pessoal e moradia. Por isso, impõe uma condição: durante o ano em que estiver cuidando das empresas de Daniel (José Wilker), irá morar na mansão.



Ao saber da decisão de Rejane, Lara revê sua opinião e convoca a imprensa para avisar que pretende usar a herança do ex-marido para o “incremento das artes”. O discurso não passa de um pretexto para conseguir dinheiro para comprar seu próprio teatro. Diante disso, Mariana também volta atrás. “Só para não dar àquelas duas o gosto de disputar a grana sozinhas”, pontua Aguinaldo em uma das falas da fotógrafa. Com medo de deixar Rejane sozinha na mansão, Lara e Mariana também se mudam.



Começa a grande disputa. As três são obrigadas a conviver na mansão, até que Joaquim decida qual delas levará a melhor. No caminho para o resultado final, vão se deparar com muitas surpresas, entre elas o surgimento de mais uma adversária, Leonor (Maria Padilha), que só vai se revelar e reivindicar seus direitos na hora certa. Com ela, seu filho Carlo (Pierre Baitelli), um quarto herdeiro do empresário, também entra em cena.



Figurino: peças exclusivas para ‘Cinquentinha’



A figurinista de ‘Cinquentinha’, Beth Filipecki, partiu de um pedido de Wolf Maya para montar o guarda-roupa das personagens da minissérie. “Ele queria que o figurino fosse bem definido, sobretudo com os sentidos: alegre e bem humorado, moderno e atemporal, lúdico e sofisticado”. A partir daí, Beth teve a ideia de criar o figurino com o olhar apurado da lente da fotógrafa Mariana (Marília Gabriela). O “olhar através da lente da câmera” culminou na elaboração de peças que serão usadas nas personagens de ‘Cinquentinha’. “Para Mariana, por exemplo, criamos roupas de formas circulares, que possibilitam uma quantidade incrível de variações”.



A criação de peças exclusivas contou com um grande trabalho de pesquisa. “Fizemos praticamente um editorial de moda para cada personagem, com grande força de modernidade, ousadia e com um tom muito contemporâneo”, conta Beth.“Alinhamos conhecimento e pesquisa a uma linguagem técnica”, completa.



A equipe de figurino também se preocupou com a funcionalidade das peças. Sua confecção buscou, ao mesmo tempo, o equilíbrio e a desconstrução, seguindo procedimento- recuperação-transformação. É possível realizar a composição de vários looks e estilos. As roupas de Lara, por exemplo, foram feitas com muitas sobreposições. “Captamos o olhar detalhado da diva através 'da lente' e usamos rendas, brilhos e transparências sobrepostas em modelos contemporâneos”, explica a figurinista.



Caracterização: inovações inspiradas no figurino



Carmen Bastos, responsável pela caracterização de ‘Cinquentinha’, trabalhou afinada com os conceitos do figurino de Beth Filipecki para idealizar o visual de cada personagem. “Foi um encontro maravilhoso. A Beth é uma mulher muito experiente e trabalhar com ela é formidável. Esta parceria vai deixar saudades”, assinala. Através da caracterização, Carmem pretende transmitir uma das características que considerou mais interessante no texto de Aguinaldo e Maria Elisa: os valores humanos. “Todos são seres humanos, têm ciúme, inveja, ganância. Ninguém é totalmente bom ou ruim. Assim fomos formando os elementos dos personagens, com cores, formas e desenhos”, explica.



Para criar o visual da estrela Lara Romero, Susana Vieira passou por uma transformação radical. Trocou o cabelo curto e em tom castanho por um visual com aplique e cinco nuances de loiro. Nas unhas, o vermelho revela a grandiosidade da personagem, acompanhado de um figurino imponente. Para equilibrar os excessos, a maquiagem é mais clean, sem muitas cores. A única exceção é quando Lara está vivendo um de seus personagens, quando usa sombras e batons dignos de um drama mexicano.



Já a fotógrafa Mariana, interpretada por Marília Gabriela, traz de volta uma tendência forte dos anos 80: os cabelos frisados. Por ser um trabalho com muitas externas e que depende de agilidade, o frizz deu praticidade e um movimento diferente à profissional. Carmen também ressalta que os olhos azuis da atriz ganham destaque com o uso da câmera fotográfica, o que levou a uma maquiagem simples nos olhos, somente contornados com lápis marrom.



A personagem Rejane, vivida por Betty Lago, possibilitou ainda mais ousadia para a equipe de caracterização. “Ela tem uma aura mágica, diferente. Por isso, o visual segue esta linha”, diz Carmen. Além das unhas em tons de roxo e um cabelo mais arrepiado e desmanchado propositalmente, a personagem vai usar uma lente de contato colorida. “Chamamos uma contactologista que trouxe um material bem extenso. Com a Beth Filipecki e o Wolf Maya encontramos uma cor que, com o natural dos olhos da Betty Lago, criou uma terceira totalmente indefinida. O resultado ficou incrível”, afirma a caracterizadora.



A quarta cinquentinha não vem com menos glamour. Leonor, personagem de Maria Padilha, transparece na caracterização tudo que forja ser: nobre, linda e superior. A atriz ganhou cabelos loiros e ondulados, além de uma maquiagem em cores acetinadas, que ressaltam o brilho próprio da personagem.



Das curiosidades do elenco, a jovem Bárbara, vivida por Monique Alfradique, representa modernidade e ousadia. Com o cabelo liso, platinado e curto, vai usar pequenas mechas escuras no cabelo cada dia em uma posição diferente. Nas unhas, Bárbara usa uma francesinha ao contrário, com a ponta preta e o esmalte branco. “Alguns estilos de cabelo de Monique Alfradique não se vê por aí. Ela vai inovar”, diz a caracterizadora.



Cenografia e produção de arte



Para realizar o trabalho de produção de arte de ‘Cinquentinha’, Denise Garrido “incorporou” cada uma das personagens. “Eu saía para comprar os objetos de cena imaginando que era a Lara (Susana Vieira) ou a Rejane (Betty Lago) ou a Mariana (Marília Gabriela). Tentei entender o que elas gostariam de ter”, explica ela. Para “personalizar” as cinquentinhas de acordo com o perfil de cada personagem, a produtora procurou objetos marcantes. A Rejane, por exemplo, que viaja muito, ganhou detalhes esotéricos. “Trabalhamos com muitos adereços, como se ela carregasse o mundo nas costas”, exemplifica Denise.



Para Mariana (Marília Gabriela), que é mais prática, a produção trabalhou com peças modernas. “Usamos um design contemporâneo. Ela é básica. Tem o material de fotografia e poucos objetos. Ela não ´carrega´ muita coisa”, analisa. Lara (Susana Vieira) é o oposto. Tem muitos pertences, desde uma bancada cheia de maquiagem até malas forradas em tecido de oncinha. “A personagem é narcísica. Colocamos muitas fotos dela no quarto. Praticamente uma parede inteira”.



A equipe de cenografia seguiu o conceito de exclusividade de cada cinquentinha para criar os 16 cenários e 60 ambientes da minissérie em dois meses. “Cada ambiente é bem específico,mas é menos realista do que as novelas. Tem um toque lúdico, de fantasia”, explica o diretor de arte e cenógrafo Mário Monteiro, que também procurou criar cenários arejados para facilitar a interatividade entre os personagens. “A casa da Mariana é toda aberta. Tem entrada por todos os lados. Isso ajuda as situações de comédia”.



A casa de Daniel Júnior (Bruno Garcia) herdou um pouco da “personalidade” da mãe, Rejane (Betty Lago). “Este cenário é como uma colcha de retalhos. Fizemos uma mistura, com colagens no quarto da neta da Rejane”, conta Mário. No ambiente de Lara (Susana Vieira) tudo é exagerado e reflete a grandiosidade da diva. Só o banheiro tem 80m2. Leonor (Maria Padilha), a última a chegar, ficará no porão, com inúmeras malas pomposas. “O local reflete justamente a nobreza decadente da personagem”, resume Mário.



A mansão de Daniel (José Wilker) vai reunir as três cinquentinhas e, mais tarde, Leonor (Maria Padilha). Por isso, Mário criou em cada quarto um espelho das casas das personagens. No total, são oito quartos, divididos por inúmeros corredores. A sala da mansão de Daniel (José Wilker) foi inspirada na década de 80 e reflete o auge do sucesso do empresário. “Pesquisamos a estética desta época. Misturamos móveis antigos com objetos contemporâneos. O resultado ficou muito harmonioso”, finaliza Monteiro.



Entrevista com Aguinaldo Silva



Nascido em 1944, Aguinaldo Silva começou a trabalhar aos 14 anos. Dois anos depois, publicou sua primeira obra, ‘Redenção para Job’, e rapidamente conseguiu um emprego no jornal Última Hora, do Nordeste. Em 1964, época de ditadura militar, veio para o Rio de Janeiro. Jornalista por 18 anos – muitos deles dedicados ao noticiário policial -, Aguinaldo chegou à TV como um dos roteiristas da série ‘Plantão de Polícia’, em 1979. Em sua trajetória, consagrou-se com minisséries como ‘Lampião e Maria Bonita’ (1982) – que lhe valeu a Medalha de Ouro no Festival Internacional de Nova York -, ‘Bandidos da Falange’ (1983), ‘Tenda dos Milagres’ (1985) e ‘Riacho Doce’ (1990) e também com novelas como ‘Roque Santeiro’ (1985), ‘O Outro’ (1987), ‘Vale Tudo’ (1988) – em parceria com Gilberto Braga -, ‘Tieta’ (1989), ‘Pedra sobre Pedra’ (1991), ‘Fera Ferida’ (1993), ‘A Indomada’ (1997), ‘Suave Veneno’ (1999), ‘Porto dos Milagres’ (2001), ‘Senhora do Destino’ (2004) e ‘Duas Caras’ (2007).



Como você define ‘Cinquentinha’?

Aguinaldo Silva: É uma minissérie sobre mulheres que se recusam a envelhecer, que continuam sendo ativas. Isso envolve tratamento de beleza, mas também uma atitude positiva diante da vida. É uma minissérie sobre este tipo de mulher e sobre a família que está por trás dela. Aborda várias gerações.



Como será a abordagem das gerações na minissérie?

Aguinaldo Silva: Os filhos destas mulheres se infantilizam. Elas acabam por anulá-los. Já os netos irão contestá-las. Há uma rebeldia. Vou colocar estas diferenças comportamentais das gerações.



Como surgiu a ideia da minissérie?

Aguinaldo Silva: Como estou com 65 anos, tenho várias amigas ‘cinquentinhas’, que estão vivendo esta situação. Quis contar esta história.



Qual é a mensagem mais importante da história?

Aguinaldo Silva: É que temos que ficar antenados sempre. Aliás, quanto mais envelhecemos, mais temos de ficar ligados. Ser atuante e não parar no tempo é fundamental.



Por que as mulheres têm pavor de envelhecer?

Aguinaldo Silva: A mulher sempre é julgada pela aparência, por mais competente que seja. E aparência tem a ver com idade. É um tabu mesmo.



Que outras histórias você pretende abordar na minissérie?

Aguinaldo Silva: Vai ter uma personagem que vai namorar um traficante, outra que estará envolvida com uma amiga. Não nos faltam bons assuntos.



Todas as suas produções são ou têm uma crítica. Qual seria a de ‘Cinquentinha’?

Aguinaldo Silva: A minha pretensão é, novamente, atacar o preconceito – contra idade, mulheres, pessoas criativas.



Entrevista com Maria Elisa Berredo



Maria Elisa Berredo assina ‘Cinquentinha’ com Aguinaldo Silva, em uma parceria que começou há 17 anos. “A primeira vez que trabalhei com ele foi em ´Fera Ferida´. De lá para cá, colaborei em todas as novelas dele, exceto Suave Veneno”, conta Maria Elisa, socióloga por formação. Antes de ingressar na TV, Maria Elisa esteve na Fundação Roberto Marinho, Agência Globo, editoras Nova Fronteira e José Olympio, entre outros. “Também trabalhei na Casa de Criação da TV Globo, como pesquisadora de texto para os autores”, lembra. Em sua trajetória na TV, Maria Elisa foi colaboradora em diversas novelas, entre elas ´Múltipla Escolha – Malhação´ (1995), ´A Indomada´ (1997), ´Porto dos Milagres´ (2001), ´Agora que são elas´ (2003), ´Senhora do Destino´ (2004) e ´Duas Caras´ (2007).



Como você define ‘Cinquentinha’?

Maria Elisa Berredo: ‘Cinquentinha’ é uma história sobre mulheres fortes, vigorosas, ativas, inteligentes, senhoras absolutas de suas vidas e desejos, e que, por isso, se recusam a envelhecer. Ou melhor, não “envelhecem” a despeito da idade que tenham. É uma minissérie sobre mulheres que não saem de cena antes que ela acabe, e sobre suas famílias.



Como é a parceria com Aguinaldo Silva?

Maria Elisa Berredo: Aguinaldo é meu grande mestre, sempre tive para mim que trabalhar com ele é um privilégio, e, por tanto tempo assim, uma felicidade . Ao longo desses anos desenvolvemos uma sintonia fina, o que faz o trabalho fluir de maneira rica e criativa. Aguinaldo é uma pessoa e um autor extremamente generoso, e generosidade de espírito é essencial para uma parceria de verdade.



Como foi fazer a história com ele?

Maria Elisa Berredo: Uma delícia. A grande novidade desta vez foi ele me convidar para dividir a autoria. Foi uma honra, um elogio ao meu trabalho. Aguinaldo deu o ponto de partida da história – três mulheres que em comum tinham o mesmo ex-marido e filhos com ele, disputando metade da herança por ele deixada. A partir daí criamos as histórias e personagens. Nos reunimos várias vezes e, quando isso não era possível, trocávamos ideias via satélite – ele em Lisboa, eu no Rio. Nós dois acordamos cedo, às 07h30, 08h já estamos nos falando por telefone. Assim o trabalho do dia começa.



Como será a abordagem das gerações na minissérie?

Maria Elisa Berredo: O foco é a relação familiar entre mãe, pai, filhos, netos, meios-irmãos, ex-marido, genro, primos, namorados e agregados. As escolhas, os problemas, as inquietudes, os conflitos de cada geração aparecem quando interagem dentro de uma estrutura familiar moderna.



Por que as mulheres têm pavor de envelhecer?

Maria Elisa Berredo: Envelhecer traz uma questão maior – a morte. Caminhamos para ela desde que nascemos, mas esquecemos disso para poder viver. À medida que envelhecemos nos aproximamos mais desse destino indesejado, inevitável. Paradoxalmente, envelhecer é a única alternativa – mas pode ser também ser a melhor. Não que as mulheres tenham um pavor, ou medo maior do que os homens com o passar dos anos. Só é mais pesado para as mulheres do que para os homens. Em uma sociedade em que a beleza é um valor cultuado, desejado, e tem como premissa a juventude, o corpo esbelto, sarado, perder isso é doloroso. Não há como impedir o envelhecimento, mas podemos atenuar, adiar e às vezes até apagar algumas marcas dele. Cuidar desse todo é buscar vida. Nunca medo de envelhecer.



Entrevista com Wolf Maya



Produções grandiosas, cenas emocionantes e ritmo intenso são marcas registradas de Wolf Maya, que assina a direção-geral e de núcleo de ‘Cinquentinha’. É com muito entusiasmo que ele fala sobre o novo projeto com o autor Aguinaldo Silva, com quem trabalhou na novela ‘Duas Caras’ (2007). “É uma comédia contemporânea sobre mulheres fortes, suas famílias, seus amores, seus trabalhos, sonhos e expectativas”, diz. “Apesar de o título ‘Cinquentinha’ se referir a uma possível partilha de 50% da herança de um marido falecido, tratamos de revelar o perfil desta mulher moderna em sua segunda fase de vida e seus relacionamentos”, completa ele, que é também publisher, ator e diretor de teatro.



Wolf atuou e dirigiu nas novelas ´Barriga de Aluguel´ (1991), ´O Amor Está no Ar´ (1997), ´Cara e Coroa´ (1995), ´Uga Uga´ (2000) e na minissérie ´O Quinto dos Infernos´ (2002) e foi responsável pela direção de ´Desejo´ (1990) e ´Hilda Furacão´ (1998) e de mais de 20 novelas, entre elas ´Esplendor´ (1999), ´Pecado Capital´ (1998), ´Salsa e Merengue´ (1996), ´A Viagem´ (1994), ´Kubanacan´ (2003), ´Senhora do Destino´ (2004) e ´Cobras e Lagartos´ (2006).



Qual é o diferencial de ‘Cinquentinha’?

Wolf Maya: Vamos revelar como está esta jovem mulher brasileira madura. É tratado como uma comédia, mas vamos mostrar a revolução que a mulher contemporânea provocou com sua liberdade.



O projeto nasceu como um seriado e virou minissérie. Que desafios isto traz para a direção do programa?

Wolf Maya: A ideia original era um programa por semanas, mas a forma de o Aguinaldo Silva e Maria Elisa escreverem tem um tom sequencial. Seria impossível não apresentar os capítulos com assiduidade. O espectador ficaria ligado nos ganchos, na continuidade destas histórias. São três núcleos com famílias diferentes, comportamentos distintos, mas com os mesmos problemas.



Haverá alguma diferença na direção e na fotografia para cada uma das cinquentinhas?

Wolf Maya: Elas são muito diferentes, mas essa relação delas de trabalho, família e amor é um triângulo principal que as une. A diferença é que uma é atriz, que tem uma vida muito original. A outra é uma ex-hippie, que viaja muito. Tem outro tipo de pensamento e forma de ver a vida. A terceira delas é uma fotógrafa, que se relaciona com o mundo jovem. Ainda tem uma quarta surpresa que chega mais tarde.



Você já trabalhou com alguns atores da minissérie. Como está sendo retomar esta parceria?

Wolf Maya: Muito dos atores foram “inspiradores” do Aguinaldo. Nós já nos conhecemos há muito tempo. Isso ajuda muito no processo de criação – “dá uma verdade”. Retomar esta parceria é um prazer.



E a parceria com o Aguinaldo? Como foi o convite para assumir a direção do programa?

Wolf Maya: Aguinaldo Silva é um dos grandes autores do Brasil. Ele tem uma trajetória espetacular e se renova o tempo inteiro. E tento ser assim também, tenho sempre um olhar para algo que ainda não foi feito. Gosto de conviver com os jovens, tenho uma escola de atores. Esse convite tem a ver com o meu temperamento, minha história com o Aguinaldo Silva e a nossa forma de ver a vida. A gente se vê um pouco responsável em contar a nossa época.



Você é conhecido e respeitado por lançar grandes atores. Quem são os lançamentos da minissérie?

Wolf Maya: Na verdade lançar atores não é só encontrar jovens talentos. Trabalho na minissérie, por exemplo, com o Luis Melo, que há 10 anos já era um ator consolidado, com muito sucesso no teatro, mas que o público da TV não conhecia. Tem lançamentos que já são grandes parcerias do teatro, tem um professor da minha escola – o André Garolli – que nunca fez televisão e é um excelente ator desconhecido. E também atores com quem estou voltando a trabalhar, como a Tatyane Goulart, Betty Lago e Dani Winits. Tem ainda o Rafael Cardoso, que vem de um trabalho maravilhoso no cinema.



Algumas cenas de ‘Cinquentinha’ são grandes eventos, com muitos atores em cena. Você é especialista neste tipo de cena, que costuma dar trabalho. Qual a maior dificuldade?

Wolf Maya: ‘Cinquentinha’ realmente tem cenas com muitos atores porque em mais da metade dos episódios eles vivem juntos em uma mansão. Lembra muito marcações de teatro de comédia e de grandes clássicos. Faço um pouco inspirado nisso, gosto de marcar atores e isso dá um dinamismo ao projeto. O Aguinaldo já escreveu ‘Cinquentinha’ prevendo esta minha forma de realizá-la.



Como foi a escolha das locações externas de ‘Cinquentinha’? Por que Santa Teresa, Barra e Pier Mauá?

Wolf Maya: ‘Cinquentinha’ acontece no atual Rio de Janeiro, então temos algumas locações características da cidade. Santa Teresa porque temos um personagem que vive em uma “sociedade alternativa”, distante do centro energético da cidade, que tem ainda um certo romantismo. Santa Teresa lembra isso. Temos personagens que vivem neste ambiente de mansões, por isso algumas locações na Barra da Tijuca. O Pier Mauá representa uma revitalização do Rio de Janeiro, e lá montamos o estúdio da fotógrafa. De certa forma, estamos colaborando com esta revitalização. Temos ainda uma mansão no Alto da Boa Vista, é um Rio mais antigo e tradicional. Outro personagem tem uma história em uma comunidade, de quem vê o Rio de Janeiro de cima. A ideia foi mostrar o Rio com todas as suas faces, as suas diversidades.



Como será a trilha sonora de ‘Cinquentinha’?

Wolf Maya: Nossa trilha é muito ágil, contemporânea. Estamos trabalhando com a música do momento, a que ainda será lançada. Isto nos traz muitas possibilidades, mas a pulsação de ‘Cinquentinha’ é pop.



Perfil dos Personagens



Daniel Lopes de Carvalho (José Wilker) – O ex das três. Empresário de sucesso, é um homem muito rico, educado, elegante e extremamente sedutor. Pouco conviveu com os filhos, mas nunca faltou com a pensão deles. Também cuidou, através de seu grande amigo e advogado Joaquim, para que os filhos recebessem sempre bons presentes no aniversário e Natal. O mesmo Joaquim recebeu a cada separação de Daniel a tarefa de resolver os problemas legais e tudo mais que dissesse respeito às ex. Quando descobre que sua vida está por um fio, Daniel faz um testamento que instiga suas ex à convivência e, por tabela, seus filhos e netos.



Lara Romero (Susana Vieira) – Atriz. Primeira ex-mulher de Daniel. Diva por excelência. Exuberante, escandalosa, extravagante e uma consumista voraz. Lara é uma overdose de si mesma. Profissional rigorosa e exigente ao extremo, angariou algumas antipatias entre os colegas. Mas isto não importa, o que interessa é a legião de fãs que a ama. Não deixou a filha ser mais do que sua eficiente, previdente e devotada secretária. A neta ela nunca conseguiu dominar, e os inúmeros amores e amantes só por algum tempo. Obcecada com a ideia de não envelhecer, é adepta de todos os tratamentos rejuvenescedores faciais e corporais.



Celina Romero Lopes de Carvalho (Thaís de Campos) - Filha de Lara e Daniel, e mãe de Bárbara. Abafada e anulada pela mãe, é seu exato oposto. Fala baixo e pouco, até porque Lara sempre se adianta falando por ela. É organizada, caprichosa e muito eficiente na administração doméstica e no secretariado da mãe. Praticamente a única expressão de vida própria foi ter sido mãe muito jovem e se recusar a revelar quem é o pai de sua filha, com quem é extremamente amorosa. Mas, atropelada por Lara, pouco exerceu a função de mãe, esteve sempre mais no lugar da irmã mais velha que ajuda a cuidar da caçula.



Bárbara Romero Lopes de Carvalho (Monique Alfradique) - Neta de Lara, filha de Celina e não se sabe quem. Bárbara é uma menina doce, decidida, alegre e cheia de vida. Adora a mãe, mas tem pena por ela ter se deixado anular. De temperamento forte, desde pequena tem embates com a avó. As duas discutem, brigam, mas se gostam. Lara não confessa, mas se orgulha da personalidade forte de Bárbara. Ela é o ponto de equilíbrio entre a mãe e a avó.



Bruno Vilela (Daniel Ávila) - Namorado de Bárbara, de quem é vizinho de condomínio. Bonitão e falante, é marrento, ambíguo e escorregadio. Não há muitas dúvidas de que é mesmo o típico pitboy.



Edson (Rogério Barros) - O motorista de Lara.



Mariana Santoro (Marília Gabriela) - Segunda ex-mulher de Daniel. Fotógrafa reconhecida internacionalmente, brilha atrás das câmeras e na vida. É uma mulher marcante, inteligente, cheia de opiniões. De um bom gosto irretocável, e olhar apurado para o belo. Tudo ao seu redor revela a preocupação com a estética – o trabalho; a casa; a mesa; os homens com quem se envolve. Por tudo isso, Mariana luta ferozmente contra as marcas do tempo, e ao homem maduro prefere o jovem mancebo, verdadeiro elixir da juventude. Adora conviver com pessoas mais jovens. Entende-se muito bem com o neto, até o dia em que Gabriel a flagra com seu melhor amigo.



Becky Santoro Lopes de Carvalho (Danielle Winits) - Filha de Mariana e Daniel. Mãe de Gabriel e ex-mulher de João Alfredo. Veterinária competente e bem sucedida, dona de uma clínica de renome. Becky acha que é mais fácil lidar com bichos do que com pessoas. É bem humorada, charmosa e bonita. Depois da separação teve vários namorados, o problema é que sua dedicação ao trabalho acaba sempre com seus relacionamentos.



Gabriel Lopes de Carvalho Flores (João Pedro Zappa) - Neto da fotógrafa, filho de Becky e João Alfredo. Está na difícil fase em que não é mais garoto e ainda não é um homem. É inteligente, sensível e romântico. Quer ter uma namorada de quem goste de verdade. E quer ser cineasta, para horror de seu pai.



João Alfredo Flores (André Garolli) - Ex-marido de Becky, pai de Gabriel. É economista, não perde a oportunidade de citar números, índices e taxas, sempre num tom professoral. É rígido e muito exigente com o filho, coisa que não facilita a relação dos dois. Nunca perdoou Becky por dar mais atenção à carreira e “aos seus bichos” do que a ele; nem a ex-sogra, por jamais levá-lo a sério.



Eduardo (Rafael Cardoso) - Melhor amigo de Gabriel. É fascinado por Mariana que o chama de “tesouro da juventude” porque é jovem, bonito e cheio de disposição. Depois que ela o “expulsa” de sua vida, vai passar a persegui-la.



Leila Fratelli (Ângela Vieira) - Jornalista, amiga de Mariana. Foi correspondente na Europa durante muito tempo. Nesse período abriu seu leque de opções para a vida. É uma mulher forte, decidida e obstinada. Um encontro casual com Mariana deu a Leila a certeza de ter encontrado sua alma gêmea.



Rejane Batista (Betty Lago) - A terceira ex-mulher de Daniel, a única de fato com quem foi casado legalmente. Mãe de Daniel, avó de Vanessa. É das três a única que não tem profissão. Já tentou todo tipo de negócio, sempre na linha do alternativo. É religiosa, mística, crente, crédula e totalmente perdida na vida. Das três, a mais fácil de enganar, a mais vulnerável, a mais inocente. Completamente falida, sem ter onde morar, ela é a primeira a aceitar o desafio proposto pelo ex em testamento. Afinal, ela não tem mesmo nada a perder.



Daniel Lopes de Carvalho Júnior (Bruno Garcia) - Filho de Rejane e Daniel. Herdou o nome do pai e, até onde se sabe, é o único filho homem, mas nem por isso próximo dele. É verdade que na época da escolha vocacional, Daniel pai tentou se aproximar e convencer Júnior a estudar algo que o levasse um dia à presidência das empresas. Júnior optou por Engenharia, mas a de petróleo que o levaria para bem longe do pai, e da mãe, se possível.



Vanessa (Tatyanne Goulart) – Neta de Rejane, filha de Daniel. Adora o pai e cedo aprendeu a manipulá-lo, assim como dobra com facilidade a avó. Apaixonada por Olhão, está disposta a fazer o que for preciso para ficar com ele.



Janaína (Zezé Motta) – Mais conhecida como Naná, foi babá de Júnior e depois um misto de cozinheira, governanta e babá de Rejane. As duas implicam uma com a outra, mas se adoram. Naná não só faz parte da família como é fundamental para o equilíbrio dela.



Olhão (Fabrício Santiago) - Namorado de Vanessa. Traficante do morro dos Prazeres. Quer crescer na “profissão”, cobrir de ouro sua princesa do asfalto e ficar dono do pedaço e adjacências.



Fátima (Daniela Valente) - É daquelas mulheres entronas que no primeiro dia deixa a escova de dentes, no segundo uma muda de roupa, e no terceiro se muda com filho e bagagens para a casa do namorado. Quer desesperadamente chegar aos 30 anos com um marido ao seu lado.



Leonor Berganti (Maria Padilha) - A quarta ex, prima de Rejane (Betty Lago), que teve um caso com Daniel em uma visita ao Brasil. Tão ‘cinquentinha’ quanto as outras. Mora grande parte do ano num palácio em Firenze, que pertence há séculos à família de seu marido, o italiano Giancarlo Fontine Berganti. Ou melhor, conde Berganti, pois ele é o único herdeiro de uma família nobre, multimilionária, dona de vinícolas, vilas e casas por toda a Europa. Tudo isso permitiu ao conde o privilégio de nunca trabalhar. Ele morreu acreditando que o filho era seu. E Leonor acreditou que, depois de um longuíssimo casamento, mais que um estado civil, a viuvez seria um estado de graça. Mas bastou enterrar o marido para descobrir que a família estava tão falida que não lhe sobrara nem onde morar. Não tinha outra opção além de voltar com o filho para o Brasil e usar a carta que há anos tinha na manga.



Carlo Berganti (Pierre Baitelli) – O suposto quarto filho de Daniel. Bonito, educado, requintado e elegante. Até se descobrir pobre e filho bastardo. Sua chegada com a mãe vai alterar totalmente o rumo da história. E Carlo contribuirá de modo fundamental para isso, pois vai jogar pesado para afastar todos e assumir sozinho os negócios de sua nova família.



Joaquim Coutinho (Luis Melo) - Advogado, amigo de longa data e confidente de Daniel. É um homem inteligente, charmoso, elegante e reservado. É odiado pelas três ex, que tinham ciúmes da amizade dele com Daniel. Todas tentaram afastar os dois amigos, mas as três saíram da vida de Daniel e a amizade deles permaneceu. Eleito por Daniel seu testamenteiro, as três terão que conviver com ele. E, por fim, tentar conquistá-lo como aliado.



Claus (aliás, Claudionor) Martinez (Dalton Vigh) – Roteirista e autor teatral. Amigo das três ex, e ético o suficiente para não comentar sobre uma com a outra. Afinal, elas, seus filhos e os netos são a família que elegeu para si. Conquistador, solteiro convicto, e alternativo mais por questão financeira do que por vocação. É um bom sujeito, dono de uma alma generosa.



Sebastião Batista (Emiliano Queiroz) – Mordomo, a quem o patrão chama de James. Começou cedo a trabalhar na casa Daniel. Fiel escudeiro do patrão, serviu as três ex-mulheres e conhece bem os segredos de cada uma delas.



Doutor Júlio Catão (Cássio Reis) - O médico de Daniel, uma das testemunhas do testamento feito por Daniel. Vai chamar a atenção de Becky.



Leontina da Silva (Maria Helena Pader) - Empregada da casa de Daniel.



Eliete Queiroz (Paola Crosara) – A jornalista que a todo custo tenta desvendar o grande mistério de uma das cinquentinhas, sua verdadeira idade.



Marcella (Laura Proença) - Secretária executiva designada para ficar à disposição das três.



Fotógrafo (André Dale) – Fotógrafo de Eliete.



Sávio (Ítalo Guerra) - Amigo de Gabriel.


Por Rachel Cardoso.


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